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TJ-SP altera nome de juiz com origem britânica para José dos Reis

Ex-juiz Edward Albert Lancelot Dodd-Canterbury Caterham Wickfield é formalmente renomeado após 40 anos de identidade falsa.

Foto: Reprodução
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O Tribunal de Justiça de São Paulo mudou oficialmente o nome do ex-juiz Edward Albert Lancelot Dodd-Canterbury Caterham Wickfield para José Eduardo Franco dos Reis. Essa mudança encerra o uso de uma identidade falsa que ele manteve por mais de 40 anos. A verdadeira identidade de Reis foi descoberta em 2024, quando ele tentou renovar seu RG e funcionários notaram irregularidades. Nascido em março de 1958, Reis obteve seu primeiro RG em 1973, mas em 1980 começou a usar uma certidão de nascimento falsa para assumir a identidade britânica. Ele assinou decisões judiciais com o nome falso e, em depoimento, alegou que era de um irmão gêmeo, mas essa explicação não convenceu a promotoria. O Ministério Público o denunciou em fevereiro, após descobrir que ele tinha duas identidades ativas. A investigação mostrou que ele se apresentou como filho de uma família local antes de adotar a identidade falsa. A defesa de Reis argumentou que ele pode ter um Transtorno de Personalidade Esquizoide e pediu uma avaliação de sua saúde mental. O processo judicial continua em sigilo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo oficializou, nesta quarta-feira, 25, a mudança do nome do juiz aposentado Edward Albert Lancelot Dodd-Canterbury Caterham Wickfield para José Eduardo Franco dos Reis. A decisão encerra o uso de uma identidade falsa que perdurou por mais de 40 anos. O ex-magistrado, que atuou na 35ª Vara Cível do Fórum João Mendes, é acusado de falsidade ideológica e uso de documento falso.

A revelação da identidade verdadeira de Reis ocorreu em 2024, quando ele tentou renovar seu RG no Poupatempo Sé. Funcionários do local notaram irregularidades e acionaram as autoridades, levando a uma investigação. Nascido em Águas da Prata em março de 1958, Reis obteve seu primeiro RG em 1973, mas adotou uma certidão de nascimento falsa em 1980 para assumir a identidade britânica.

Durante sua carreira, o juiz utilizou o nome fictício para assinar decisões judiciais. Em depoimento, ele alegou que a identidade falsa era de um irmão gêmeo, uma afirmação que não convenceu a promotoria. O Ministério Público denunciou Reis em fevereiro, após a descoberta de que ele mantinha duas identidades ativas, o que foi facilitado pela falta de segurança nos documentos da época.

Detalhes da Investigação

A investigação revelou que José Eduardo recebeu sua primeira cédula de identidade em 1973, apresentando-se como filho de uma família local. Em 1980, ele se apresentou como descendente da nobreza britânica, utilizando documentos falsificados. O promotor destacou que a farsa durou quase cinco décadas e que Reis não previu que os sistemas modernos de identificação poderiam cruzar informações.

A defesa de Reis argumentou que ele apresenta características que podem indicar um Transtorno de Personalidade Esquizoide (TPE) e solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental. O processo judicial segue em sigilo, enquanto as investigações continuam.

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