Jair Bolsonaro e seus aliados estão organizando uma manifestação para domingo na avenida Paulista, com foco no julgamento do ex-presidente no STF. O lema do ato será “justiça já”, e a palavra anistia não será usada, ao contrário de protestos anteriores. Nos vídeos de divulgação, Bolsonaro convida os apoiadores a comparecerem, destacando a busca por justiça. O deputado Gustavo Gayer afirma que o julgamento tem muitas irregularidades, enquanto o pastor Silas Malafaia critica as condenações e os excessos do ministro Alexandre de Moraes. Essa nova estratégia busca mudar o foco da anistia, que não tem apoio popular e enfrenta resistência no Congresso. Malafaia também comentará sobre a delação de Mauro Cid e a prisão do ex-ministro Gilson Machado, tentando descredibilizar a delação que é importante para o julgamento de Bolsonaro, que está inelegível e quer mostrar força política.
Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados convocam uma manifestação para domingo, na avenida Paulista, com foco no julgamento do ex-presidente no STF. O lema do ato é “justiça já”, e a palavra anistia não será mencionada, diferentemente de eventos anteriores.
Nos vídeos de divulgação, Bolsonaro pede que os apoiadores compareçam, enfatizando a busca por justiça e liberdade. “Nunca houve no nosso país um julgamento com tantas irregularidades”, afirma o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) em uma gravação. O pastor Silas Malafaia, um dos organizadores, destaca a injustiça das condenações e os excessos do ministro Alexandre de Moraes.
Mudança de Estratégia
A nova abordagem reflete uma tentativa de desviar o foco da anistia, que já foi tema central em protestos anteriores. Em manifestações passadas, como a de abril, a palavra anistia era frequentemente utilizada, mas agora a estratégia parece ser reforçar a narrativa de perseguição política contra Bolsonaro.
Malafaia também pretende abordar a delação de Mauro Cid e a prisão do ex-ministro do Turismo, Gilson Machado. “Vou botar para quebrar”, disse ele, referindo-se aos excessos cometidos por Moraes. A defesa de Bolsonaro busca descredibilizar a delação de Cid, que é crucial para o andamento do julgamento.
Contexto Político
A proposta de anistia enfrenta resistência no Congresso e tem baixa adesão popular. Uma pesquisa Datafolha de abril revelou que 56% da população é contra a anistia relacionada aos eventos de 8 de janeiro. As manifestações anteriores, como a de Copacabana em março, não atingiram as expectativas de público, com apenas 18,3 mil presentes.
Com o avanço do julgamento, Bolsonaro, que se encontra inelegível, busca demonstrar força política. A nova estratégia de seus aliados é intensificar as críticas às decisões de Moraes, reforçando a narrativa de injustiça e perseguição.
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