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Tarcísio sanciona lei que permite a prefeituras proibir mototáxi em SP

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve sancionar lei que permite prefeituras regulamentarem transporte de passageiros por motos.

Mototáxi oferece corrida próximo ao terminal Grajaú, na zona sul de São Paulo (Foto: Bruno Santos - 4.jul.2022/Folhapress)
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve sancionar um projeto de lei que permite que as prefeituras regulamentem o transporte de passageiros por motocicletas. A proposta foi aprovada pela Assembleia Legislativa e tem o apoio do prefeito Ricardo Nunes, com a sanção prevista até 24 de outubro. Atualmente, esse tipo de transporte é proibido na capital devido a um decreto municipal. As empresas de aplicativos, como 99 e Uber, consideram a nova lei inconstitucional. Se um município decidir liberar o transporte por motos, ele terá que seguir regras específicas, e a operação sem regulamentação será considerada ilegal. Os motociclistas precisarão ser registrados no INSS e atender a requisitos como ter a carteira de habilitação adequada e seguro para passageiros. A nova lei visa aumentar a segurança, especialmente após acidentes graves. A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia criticou a medida, alegando que ela pode gerar insegurança jurídica e afetar trabalhadores e usuários. O serviço de mototáxi já opera em mais de 500 municípios e atende cerca de 5 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo. A associação está considerando ações judiciais para contestar a nova lei.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, deve sancionar um projeto de lei que concede autonomia às prefeituras para regulamentar o transporte de passageiros por motocicletas. A proposta, aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 11 de outubro, conta com o apoio do prefeito Ricardo Nunes e deve ser oficializada até 24 de outubro.

A nova legislação surge em meio a um embate entre a administração municipal e empresas de aplicativos, como 99 e Uber, que consideram a medida inconstitucional. Atualmente, o transporte por motocicletas está proibido na capital paulista devido a um decreto municipal e a decisões judiciais. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deve avaliar a constitucionalidade desse decreto em uma sessão marcada para 25 de outubro.

Regulamentação e Exigências

Caso um município decida permitir o transporte por motos, a nova lei exige que sejam estabelecidas regras específicas. A operação sem regulamentação será considerada “transporte ilegal de passageiros”, e as prefeituras terão a responsabilidade de fiscalizar e aplicar multas. A Câmara Municipal de São Paulo já discute a regulamentação do serviço, mas a votação deve ocorrer apenas no segundo semestre de 2024.

A nova norma determina que os motociclistas devem ser registrados como contribuintes do INSS e cumprir requisitos como ter a Carteira Nacional de Habilitação categoria A, certidão negativa de antecedentes criminais e seguro para passageiros. A proposta visa garantir a segurança dos usuários, especialmente após acidentes fatais envolvendo motocicletas.

Reações e Consequências

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa as empresas de aplicativo, criticou a nova lei, alegando que ela cria insegurança jurídica e prejudica milhões de trabalhadores e usuários. A entidade também destacou que a proibição pode aumentar a clandestinidade e restringir o acesso à mobilidade, especialmente para a população de baixa renda.

O impacto da nova legislação é significativo, já que o serviço de mototáxi opera em mais de 500 municípios paulistas, atendendo cerca de 5 milhões de usuários na Região Metropolitana de São Paulo. A Amobitec estuda medidas judiciais para contestar a nova lei e defender os direitos dos trabalhadores e usuários de mototáxi.

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