Promotores na Colômbia pediram a condenação de Álvaro Uribe, ex-presidente do país, por suborno e fraude processual. Ele é o primeiro ex-chefe de Estado a enfrentar um julgamento criminal na Colômbia. A investigação, que começou em 2012, envolve acusações de que Uribe pressionou paramilitares para esconder seu suposto envolvimento com grupos armados. Os promotores afirmam que ele ofereceu subornos a testemunhas para que elas falassem a seu favor. As acusações podem levar a uma pena de até oito anos de prisão. Uribe, que renunciou ao Senado em 2020 e foi colocado em prisão domiciliar, nega as acusações e diz que o processo é politicamente motivado. O prazo para a prescrição do caso termina em outubro. Além disso, Uribe enfrenta outras investigações relacionadas a assassinatos e desaparecimentos durante seu governo.
Promotores da Colômbia pediram, nesta terça-feira (24), a condenação de Álvaro Uribe por suborno e fraude processual. O ex-presidente, que governou de 2002 a 2010, é o primeiro ex-chefe de Estado a enfrentar um julgamento criminal no país. A investigação, que começou em 2012, envolve alegações de que Uribe pressionou paramilitares para ocultar seu suposto envolvimento com grupos armados.
Os promotores afirmam que Uribe, atualmente com 72 anos, ofereceu subornos a testemunhas para que elas prestassem depoimentos favoráveis. As acusações podem resultar em até oito anos de prisão. O processo teve início após Uribe acusar o parlamentar de esquerda Iván Cepeda de buscar falso testemunho para vinculá-lo a paramilitares. A Suprema Corte, em 2018, decidiu investigar o ex-presidente por manipulação de testemunhas.
Contexto da Investigação
Uribe foi colocado em prisão domiciliar em 2020, quando a Justiça considerou que sua liberdade poderia prejudicar a investigação. Ele renunciou ao Senado, transferindo o caso para a Justiça comum, que suspendeu a ordem de prisão e reiniciou o processo. O ex-presidente nega as acusações e afirma que o julgamento é motivado politicamente. O prazo de prescrição para o caso expira na segunda semana de outubro.
Os procuradores apresentaram gravações e depoimentos que, segundo eles, demonstram como Uribe buscou forjar versões para se desvincular de grupos paramilitares. Durante seu governo, Uribe se destacou pelo combate a esses grupos, que travaram uma guerra contra guerrilhas de esquerda nos anos 1990 e 2000.
Desdobramentos Recentes
Nos últimos anos, a imagem de Uribe se desgastou, e sua força política, conhecida como uribismo, perdeu influência. Além das atuais acusações, ele enfrenta investigações relacionadas a um possível conhecimento antecipado sobre o assassinato de um defensor dos direitos humanos e um massacre de camponeses durante seu governo. Recentemente, Uribe foi denunciado em um tribunal argentino por suposta responsabilidade em mais de 6.000 assassinatos e desaparecimentos de civis entre 2002 e 2008, enquadrados como crimes contra a humanidade. Ele continua a negar todas as acusações.
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