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Acareação entre Cid e Braga Netto no STF expõe versões conflitantes sobre golpe

Mauro Cid reafirma recebimento de dinheiro de Walter Braga Netto em acareação, enquanto ex-ministro nega a acusação e aumenta tensões no caso.

O ex-ajudante de ordens Mauro Cid e o general Braga Netto. (Foto: Ton Molina/STF e Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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O tenente-coronel Mauro Cid afirmou, em uma acareação com o ex-ministro Walter Braga Netto, que recebeu dinheiro dele, o que Braga Netto negou, aumentando as tensões no caso que investiga uma tentativa de golpe de Estado em 2022. Cid disse que a entrega do dinheiro aconteceu em uma reunião na casa de Braga Netto, que por sua vez alegou que o encontro foi apenas social. Cid mencionou que o dinheiro estava escondido em uma sacola de vinho e que a entrega foi resultado de negociações iniciadas em novembro de 2022. Braga Netto acusou Cid de mentir e afirmou que não houve repasse de dinheiro. O advogado de Braga Netto argumentou que as declarações de Cid não são consistentes, enquanto a defesa de Cid negou contradições nas suas falas. Cid explicou que não contou sobre a entrega à Polícia Federal no início porque estava em estado de choque pela prisão de colegas. As investigações continuam e a acareação é um passo importante para esclarecer os eventos que ocorreram no final do governo Bolsonaro.

O tenente-coronel Mauro Cid reafirmou, em acareação realizada nesta terça-feira, 24, pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que recebeu dinheiro do ex-ministro Walter Braga Netto. Este, por sua vez, negou a acusação, aumentando as tensões no caso que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022. Ambos são réus no processo.

A acareação, um procedimento onde os envolvidos apresentam suas versões frente a frente, visa esclarecer divergências nas declarações anteriores. Cid alegou que a entrega do dinheiro ocorreu em uma reunião na casa de Braga Netto, enquanto este sustentou que o encontro foi meramente social. Cid mencionou que o dinheiro estava escondido em uma sacola de vinho, e que a entrega foi resultado de negociações iniciadas em um encontro em novembro de 2022.

Braga Netto, por sua vez, acusou Cid de “faltar com a verdade” e afirmou que não houve repasse de qualquer quantia. O advogado do ex-ministro, José Luis Oliveira Lima, argumentou que as declarações de Cid não são consistentes e que a verdade precisa ser apurada. A defesa de Cid, no entanto, negou contradições nas declarações do tenente-coronel.

Durante os depoimentos, Cid explicou que não relatou a entrega à Polícia Federal inicialmente porque estava em estado de “choque” devido à prisão de colegas. Braga Netto, por outro lado, reiterou que não tratou de dinheiro após a negativa do tesoureiro do PL. As investigações continuam, e a acareação representa um passo significativo na busca por esclarecimentos sobre os eventos que marcaram o final do governo Bolsonaro.

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