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PT se prepara para eleições com palanques ‘duplos’ do candidato favorito à presidência

Edinho Silva intensifica alianças em estados estratégicos, mas enfrenta críticas e tensões internas no PT antes da eleição.

Prefeito de Araraquara (SP), Edinho Silva (PT) — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
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Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara e candidato à presidência do PT, está fazendo alianças em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, mas sua estratégia de “palanques duplos” tem gerado tensões entre os concorrentes. Ele quer garantir uma vitória no primeiro turno da eleição marcada para o dia 6, mas enfrenta críticas de outros candidatos, como Rui Falcão e Valter Pomar, que tentam levar a disputa para um segundo turno. Em Alagoas, Edinho participou de um evento com Ronaldo Medeiros, mas também se apresentou com Dafne Orion, o que gerou descontentamento. Situações semelhantes ocorreram em Aracaju e no Rio de Janeiro, onde ele se apresentou em eventos de rivais. Em Minas Gerais, Edinho tenta equilibrar apoio entre diferentes grupos do partido, enquanto em São Paulo, ele apoia a reeleição de Kiko Celeguim, mas elogia seu concorrente Antonio Donato. Essas movimentações mostram a complexidade da disputa interna do PT.

Ex-prefeito de Araraquara (SP) e favorito na eleição à presidência do PT, Edinho Silva tem promovido “palanques duplos” em estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas. O objetivo é garantir uma vitória em primeiro turno no próximo dia 6, mas essa estratégia tem gerado tensões entre chapas rivais.

Edinho busca alianças com diferentes correntes do partido, incluindo antigos adversários da Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual ele e o presidente Lula fazem parte. A movimentação ocorre em um cenário onde seus concorrentes — Rui Falcão, Romênio Pereira e Valter Pomar — intensificam críticas, tentando levar a disputa para um segundo turno, algo que não acontece desde 2007.

Tensão nas Alianças

A estratégia de Edinho tem gerado descontentamento entre as chapas estaduais. Em Alagoas, ele participou de um ato com Ronaldo Medeiros, da Resistência Socialista, e no dia seguinte, dividiu palanque com Dafne Orion, apoiada pelo deputado federal Paulão. Este último criticou a situação, afirmando que o evento foi organizado sem consenso prévio.

Situações semelhantes ocorreram em Aracaju e no Rio de Janeiro, onde Edinho se apresentou em eventos de adversários locais. No Rio, ele participou de um ato com o prefeito Washington Quaquá, mas também tem compromisso com o deputado federal Reimont, que é rival de Quaquá. O prefeito minimizou a situação, afirmando que ambos pertencem à CNB.

Movimentos em Minas e São Paulo

Em Minas Gerais, Edinho tem se equilibrado entre diferentes correntes. Recentemente, apoiou a deputada estadual Leninha, da ala da tesoureira do PT, Gleide Andrade, com quem tinha dificuldades de alinhamento. Em São Paulo, apesar de apoiar a reeleição do atual presidente do diretório, Kiko Celeguim, Edinho gravou um vídeo elogiando seu concorrente, o deputado estadual Antonio Donato.

Essas movimentações refletem a complexidade da disputa interna do PT, onde Edinho tenta consolidar sua liderança enquanto enfrenta críticas e rivalidades. A eleição está marcada para o próximo mês e promete ser um divisor de águas para o partido.

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