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Cabral busca anulação de processos com base na condenação de Bretas

Defesa de Sérgio Cabral pede ao STF anulação de atos de Marcelo Bretas, afastado por irregularidades na Lava Jato.

Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. (Foto: Jason Silva/AFP)
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A defesa de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro, pediu ao Supremo Tribunal Federal para anular todos os atos do ex-juiz Marcelo Bretas, que foi afastado pelo Conselho Nacional de Justiça por irregularidades na Operação Lava Jato. A defesa afirma que Bretas manipulou sua competência e vazou informações sigilosas, além de ter participado de negociações de delações, algo que deveria ser feito apenas pelo Ministério Público. Cabral argumenta que a investigação que levou à sua prisão deveria ter sido feita pela Justiça Eleitoral. O relator do caso no STF é o ministro Gilmar Mendes. Bretas foi suspenso de suas funções e teve sua aposentadoria compulsória confirmada, recebendo um salário proporcional ao tempo de serviço.

A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 23, visando anular todos os atos do ex-juiz federal Marcelo Bretas. A ação ocorre após o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastar Bretas da magistratura por irregularidades em sua atuação na Operação Lava Jato.

O pedido da defesa é fundamentado na alegação de que Bretas manipulou ilegalmente sua competência, especialmente na Operação Calicute. O CNJ condenou Bretas por participar da negociação de delações, uma atribuição exclusiva do Ministério Público, e por vazamento de informações sigilosas. Além disso, ele foi acusado de favorecer o ex-governador Wilson Witzel durante as eleições de 2018.

Consequências para Bretas

Desde 28 de fevereiro de 2023, Bretas estava suspenso de suas funções, e sua aposentadoria compulsória foi confirmada em junho. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também instaurou um procedimento que pode resultar na cassação de seu registro de advocacia, em resposta às suas ações durante a Lava Jato, que incluíram buscas em escritórios de mais de 50 advogados.

A defesa de Cabral argumenta que a investigação que resultou em sua prisão deveria ter sido conduzida pela Justiça Eleitoral, não pela Justiça Federal. O relator do caso no STF é o ministro Gilmar Mendes, que ainda não se manifestou sobre o novo pedido. Os advogados de Cabral buscam a anulação de atos processuais, incluindo homologações de acordos de colaboração e medidas cautelares.

Com a aposentadoria compulsória, Bretas continuará recebendo um salário proporcional ao tempo de serviço, que atualmente é de R$ 39.753,21, podendo ultrapassar R$ 46.366,19 com vantagens. Em janeiro, ele recebeu R$ 19.993,23 em “direitos eventuais”, totalizando R$ 61.372,80 naquele mês.

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