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Oito estados aprovam leis que restringem direitos de pessoas trans em vez de ampliar

Levantamento revela que oito estados brasileiros priorizam projetos de lei que restringem direitos da população trans entre 2015 e 2025.

Bandeira trans: menos direitos em propostas que tramitam em oito estados (Foto: Reprodução)
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Um levantamento da Nexus mostrou que, entre 2015 e 2025, oito estados brasileiros criaram mais leis que restringem os direitos da população trans do que aquelas que os ampliam. O estudo analisou 664 propostas nas assembleias legislativas do país. A pesquisa revelou que 62,6% dos projetos eram a favor dos direitos trans, enquanto 37,3% buscavam limitá-los. Tocantins e Rondônia foram os estados com menos propostas favoráveis, apresentando apenas um projeto em dez anos que beneficiava a população trans. Santa Catarina teve 91% de suas propostas prejudiciais. Outros estados, como Espírito Santo, Alagoas e Paraná, também mostraram uma alta proporção de projetos desfavoráveis. Apenas 30 das 664 propostas analisadas foram aprovadas, sendo 21 para ampliar direitos e 9 para restringi-los. Por outro lado, Acre e Piauí se destacaram positivamente, apresentando apenas propostas que ampliam os direitos trans. São Paulo teve o maior número de propostas, com 153, das quais 118 eram favoráveis. A pesquisa focou em projetos que mencionavam termos relacionados à população trans.

Um levantamento da Nexus, divulgado durante o Mês do Orgulho LGBT+, revela que oito estados brasileiros apresentaram mais projetos de lei que restringem os direitos da população trans do que aqueles que buscam ampliá-los entre 2015 e 2025. O estudo analisou 664 propostas nas 27 assembleias legislativas do país, incluindo o Distrito Federal.

De acordo com a pesquisa, 62,6% dos projetos eram favoráveis aos direitos trans, enquanto 37,3% buscavam restringi-los. Os estados de Tocantins e Rondônia se destacam negativamente, com apenas um projeto em dez anos que contemplasse a população trans, ambos com propostas de redução de direitos. Santa Catarina segue na lista, com 91% dos projetos prejudiciais ao grupo trans.

Análise dos Projetos

Os dados mostram que Espírito Santo (75%), Alagoas (63%), Paraná (59%), Amazonas (57%) e Mato Grosso do Sul (53%) também apresentaram uma alta proporção de propostas desfavoráveis. Das 664 propostas analisadas, apenas 30 foram aprovadas, sendo 21 voltadas para a ampliação dos direitos e nove para a restrição. O estado do Amazonas, por exemplo, teve três aprovações contrárias aos direitos trans.

Por outro lado, estados como Acre e Piauí se destacaram positivamente, apresentando apenas projetos que ampliam os direitos da população trans. O Rio Grande do Norte também se destacou, com 87% dos projetos voltados para a expansão dos direitos dessa comunidade.

Contexto Legislativo

São Paulo liderou em volume absoluto, com 153 propostas na última década, das quais 118 eram favoráveis. O Rio de Janeiro e Pernambuco seguiram com 88 e 36 propostas, respectivamente. Contudo, o estado fluminense teve o maior número de projetos restritivos, com 38 propostas em dez anos.

A pesquisa da Nexus, realizada entre 16 de maio e 4 de junho, focou em projetos que mencionavam termos como “transgênero” e “transexual”, considerando tanto propostas exclusivas quanto aquelas de outras áreas que abordavam diretamente a população trans.

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