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PF indicia Bolsonaro e aliados por irregularidades na Abin paralela

Relatório da Polícia Federal revela uso ilegal da Abin para monitorar adversários políticos e cidadãos durante governo Bolsonaro.

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A Polícia Federal descobriu que a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, foi usada de forma ilegal durante o governo de Jair Bolsonaro. Um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal aponta que uma operação secreta, chamada “Abin Paralela”, foi liderada por Alexandre Ramagem, ex-diretor da agência, a pedido de Bolsonaro. O documento revela que essa estrutura monitorava adversários políticos, jornalistas e cidadãos comuns, usando uma ferramenta que rastreava celulares sem autorização judicial. Entre os alvos estavam ministros do STF e políticos conhecidos. A PF afirmou que a Abin foi manipulada para beneficiar os interesses de Bolsonaro, criando dossiês e espalhando notícias falsas, especialmente durante as eleições municipais de 2020. Documentos apreendidos mostram que Ramagem aconselhou Bolsonaro a atacar o Judiciário e as urnas eletrônicas. O relatório também liga a Abin a tentativas de golpe de Estado, com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral. O caso agora está nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, que decidirá os próximos passos.

A Polícia Federal (PF) concluiu um relatório que revela o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro. O documento, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que a chamada “Abin Paralela” foi comandada pelo deputado Alexandre Ramagem, ex-diretor da agência, a pedido de Bolsonaro. Entre os indiciados estão o ex-presidente, Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro.

O relatório da PF indica que a estrutura clandestina monitorava adversários políticos, membros do Judiciário, jornalistas e cidadãos comuns. A coleta de dados era realizada por meio da ferramenta de geolocalização “First Mile”, que rastreava celulares sem autorização judicial. Entre os alvos estavam ministros do STF, como Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, além de políticos como Arthur Lira e João Doria.

Estrutura de Espionagem

A PF destaca que a Abin foi “aparelhada” para favorecer interesses políticos de Bolsonaro, com foco em manter o poder e atacar o sistema eleitoral. O relatório menciona que a rede ilegal produzia dossiês e disseminava notícias falsas. O uso do sistema intensificou-se durante as eleições municipais de 2020, levantando suspeitas sobre espionagem política.

Documentos apreendidos revelam que Ramagem orientava Bolsonaro a adotar uma postura agressiva contra o Judiciário e as urnas eletrônicas. A PF também relaciona a estrutura da Abin com tentativas de golpe de Estado, evidenciando que a operação visava desacreditar o processo eleitoral.

Próximos Passos

O relatório foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidirá se apresentará denúncias contra os indiciados. As revelações reforçam a preocupação sobre o uso político das instituições de Estado e a escalada autoritária durante o governo Bolsonaro.

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