A Polícia Federal indiciou três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma investigação sobre a Agência Brasileira de Inteligência, a Abin. O relatório mostra que a Abin foi usada para obter vantagens políticas, monitorar adversários e criar provas em favor de Jair Renan, além de discutir irregularidades na Receita Federal. Os indiciados são Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Renan. A PF revelou que uma estrutura paralela da Abin atuou ilegalmente em favor deles, especialmente contra o senador Alessandro Vieira, que havia questionado Carlos na CPI da COVID. A investigação também descobriu o uso de um programa de espionagem para monitorar autoridades e jornalistas. Um áudio de uma reunião entre Jair Bolsonaro, o diretor da Abin e um ex-ministro mostra discussões sobre irregularidades envolvendo Flávio e a possibilidade de anular investigações da Receita Federal. A Abin disse que está à disposição das autoridades e que os fatos ocorreram em gestões anteriores. Jair Bolsonaro não comentou o indiciamento e já havia negado a existência de uma estrutura paralela na agência. A PF continua a investigar as ações clandestinas, que foram determinadas por uma pessoa identificada como “01”.
A Polícia Federal (PF) indiciou três filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma investigação sobre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O relatório aponta que a Abin foi utilizada para obter vantagens políticas, monitorar adversários e produzir provas em favor de Jair Renan, além de discutir irregularidades na Receita Federal.
Os indiciados são o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (PL), vereador eleito em Balneário Camboriú (SC). A PF revelou que a estrutura paralela da Abin atuou ilegalmente em favor dos filhos do ex-presidente, com foco em ações contra o senador Alessandro Vieira. Vieira havia solicitado esclarecimentos de Carlos na CPI da COVID.
Estrutura Paralela
A investigação identificou o uso do programa espião FirstMile para monitorar autoridades do Judiciário e do Legislativo, além de jornalistas e um ex-presidenciável. A PF também encontrou um áudio de uma reunião entre Jair Bolsonaro, o então diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e o ex-ministro Augusto Heleno, discutindo irregularidades relacionadas a Flávio.
Na gravação, Ramagem sugere a instauração de um procedimento administrativo contra auditores da Receita Federal, visando anular investigações que envolviam Flávio. A PF também apurou que a estrutura paralela foi usada para produzir provas a favor de Jair Renan, que enfrentava um inquérito por tráfico de influência.
Reações e Implicações
A Abin afirmou estar à disposição das autoridades e destacou que os fatos investigados ocorreram em gestões passadas. Jair Bolsonaro não comentou o indiciamento, embora tenha negado anteriormente a existência de uma estrutura paralela na agência. A PF continua a investigar as ações clandestinas, que foram determinadas por um indivíduo identificado como “01”, sem especificar quem seria.
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