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Moraes não esclarece decisão que resultou em ‘prende e solta’ de Cid no mesmo dia

Mauro Cid e Gilson Machado são investigados por obstrução de Justiça após tentativas de fuga e ações coordenadas com outros bolsonaristas.

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidiu prender Mauro Cid, que é delator em investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas logo revogou a prisão no mesmo dia, sem explicar o motivo da mudança. Moraes mencionou que a revogação se baseou em informações da Polícia Federal, mas não detalhou quais. Ele indicou que havia indícios de obstrução de Justiça e ações coordenadas, citando outros envolvidos que deixaram o Brasil recentemente. A Procuradoria-Geral da República apoiou a prisão, alegando que Gilson Machado, ex-ministro, tentou ajudar Cid a obter um passaporte português, já que Cid possui cidadania europeia. A Polícia Federal investiga se Cid planejava fugir do país, especialmente após a saída de familiares para os Estados Unidos. Cid negou as acusações e apresentou provas de que seus filhos retornaram ao Brasil. Gilson Machado também foi preso e liberado no mesmo dia, negando ter solicitado o passaporte no consulado. A situação de ambos continua sob investigação, com a PGR e a PF buscando mais evidências sobre possíveis tentativas de obstruir a Justiça.

Em um dia marcado por decisões contraditórias, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão de Mauro Cid, delator em investigações sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e, em seguida, revogou a medida. As decisões ocorreram na última sexta-feira, 13, e não foram acompanhadas de explicações claras sobre a mudança de posição.

Moraes fundamentou a revogação da prisão com base em “fatos narrados pela Polícia Federal”, mas não detalhou quais informações levaram à decisão. O ministro mencionou indícios de obstrução de Justiça e ações possivelmente coordenadas, citando os casos de Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli, que deixaram o Brasil recentemente. Ele autorizou a oitiva de Cid e do ex-ministro Gilson Machado, além de buscas em seus endereços e a quebra de sigilos telefônico e telemático.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apoiou o pedido de prisão, apontando que Gilson Machado teria tentado emitir um passaporte português para Cid, que possui cidadania do país europeu. A PF investiga se Cid planejava fugir do Brasil, especialmente após a saída de familiares para os Estados Unidos em maio. Cid negou as acusações de tentativa de fuga, apresentando comprovantes de retorno de seus filhos.

Desdobramentos da Investigação

Gilson Machado, que foi preso e solto no mesmo dia, negou ter ido ao consulado de Portugal no Recife, onde, segundo a PF, teria solicitado o passaporte. Após prestar depoimento, ele foi liberado a pedido da PGR, que alegou não haver mais razões para a prisão. A situação de Cid e Machado continua sob investigação, com a PGR e a PF coletando indícios de ações que visam obstruir a Justiça em processos que envolvem o ex-presidente e outros bolsonaristas.

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