O tenente-coronel Mauro Cid, que foi ajudante de Jair Bolsonaro, está sendo investigado por uma suposta trama golpista e foi preso por falsificar cartões de vacina. Recentemente, uma conta no Instagram chamada “@gabrielar702”, ligada a Cid, foi excluída após ele ser questionado sobre seu uso durante depoimentos. No dia 10, ao tentar acessar a conta, apareceu a mensagem “usuário não encontrado”. Um dia antes, seu advogado mencionou a conta durante o depoimento, e Cid hesitou ao responder, dizendo que Gabriela é o nome de sua esposa. A conta ainda estava ativa na ocasião e, segundo a revista VEJA, foi usada por Cid para discutir detalhes sigilosos de um acordo de delação e criticar investigadores. Cid começou a negociar esse acordo com a Polícia Federal em agosto de 2023, após quase cinco meses de prisão, e assinou um termo de confidencialidade que exige que ele fale a verdade. O uso da conta pode prejudicar sua credibilidade, já que ele foi observado durante os depoimentos com anotações e minimizou a gravidade de conversas ligadas a um golpe, chamando-as de “bravatas”.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, enfrenta uma investigação por envolvimento em uma trama golpista e foi preso por falsificação de cartões de vacina. Recentemente, a conta “@gabrielar702”, associada a Cid, foi excluída do Instagram após ele ser questionado sobre seu uso durante depoimentos.
Na terça-feira, 10, ao acessar o perfil, a mensagem “usuário não encontrado” indicava que a conta não estava mais disponível. Um dia antes, o advogado Celso Vilardi, que defende Bolsonaro na investigação, surpreendeu Cid ao mencionar a conta e indagar se ele a reconhecia. O ex-ajudante hesitou, afirmando que Gabriela é o nome de sua esposa. Naquele momento, a conta ainda estava ativa e, segundo a revista VEJA, foi por meio dela que Cid discutiu aspectos sigilosos de seu acordo de delação e criticou investigadores e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Cid começou a negociar um acordo de delação com a Polícia Federal em 25 de agosto de 2023, após quase cinco meses de prisão. Ele assinou um termo de confidencialidade, que estabelecia regras rigorosas para garantir a veracidade de suas declarações. O uso do perfil “@gabrielar702” pode comprometer esse acordo, uma vez que ele se comprometeu a “falar a verdade incondicionalmente” em todas as investigações.
Implicações do Depoimento
Durante os interrogatórios, Cid foi observado por advogados de defesa que notaram um “treinamento intenso” por parte dele. Levou anotações e mensagens coletadas pela PF, minimizando a importância de conversas que, segundo a Procuradoria-Geral da República, estão ligadas à organização de um golpe. Cid descreveu muitos apelos anti-democráticos como “bravatas” e comparou reuniões golpistas a uma “conversa de bar”. No entanto, a revelação do uso da conta em pleno depoimento pode colocar sua credibilidade em xeque.
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