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CPI das Bets rejeita relatório e encerra trabalhos sem indiciamentos

CPI das Bets rejeita relatório que pedia indiciamento de influenciadoras; senadora Thronicke promete novos projetos para regular o setor.

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A CPI das Bets rejeitou o relatório da senadora Soraya Thronicke por quatro votos a três, sendo a primeira vez em dez anos que um relatório de CPI do Senado é rejeitado. O documento pedia o indiciamento de 16 pessoas, incluindo as influenciadoras Virginia Fonseca e Deolane Santos. Thronicke disse que não se sentia derrotada e que sua missão continua, destacando as dificuldades enfrentadas pela CPI, como a falta de quórum. O relatório, apresentado em 10 de outubro, apontava evidências de crimes como propaganda enganosa e lavagem de dinheiro, além de sugerir 20 projetos de lei para regularizar o mercado de apostas no Brasil. Após a rejeição, Thronicke planeja protocolar projetos de lei de forma independente, incluindo um cadastro nacional de apostadores e o aumento da competência da Anatel. A CPI investigou o impacto das apostas online, que movimentaram entre R$ 89 bilhões e R$ 129 bilhões no último ano, e Thronicke pretende encaminhar o parecer à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República para buscar medidas que ajudem a controlar os danos das apostas virtuais.

A CPI das Bets rejeitou, na manhã desta quinta-feira, 12, o relatório final da senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) por quatro votos a três. A decisão marca um momento inédito, sendo a primeira vez em dez anos que um relatório de CPI do Senado é rejeitado. O documento pedia o indiciamento de 16 pessoas, incluindo as influenciadoras Virginia Fonseca e Deolane Santos.

Thronicke, em entrevista coletiva, afirmou que não se sentia derrotada e que sua missão não havia terminado. “Eu saio feliz, com a missão cumprida. E todos os brasileiros saberão que não terminou, e não terminará, em pizza,” declarou. A senadora destacou as dificuldades enfrentadas pela CPI, como a falta de quórum, e reafirmou que obteve indícios concretos de criminalidade contra os citados no relatório.

O relatório, apresentado em 10 de outubro, argumentava que havia evidências suficientes para processar as influenciadoras por crimes como propaganda enganosa e lavagem de dinheiro. Além disso, propunha 20 projetos de lei para regularizar o mercado de apostas no Brasil, visando proteger as famílias, especialmente as de baixa renda, que enfrentam endividamento devido ao jogo.

Projetos Futuros

Após a rejeição, Thronicke anunciou que pretende protocolar projetos de lei de forma independente, sem relação direta com a CPI. “Uma das questões é aumentar a competência da Anatel,” afirmou. A senadora também propôs a criação de um cadastro nacional de apostadores, que permitiria um controle mais efetivo sobre as atividades de apostas no país.

A CPI investigou o impacto das apostas online, que movimentaram entre R$ 89 bilhões e R$ 129 bilhões no último ano. Thronicke pretende encaminhar o parecer à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, buscando medidas que possam mitigar os danos causados pelas apostas virtuais.

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