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MP apura sobrepreço na compra de alimentos pela Prefeitura de SP

Ministério Público investiga compra de alimentos pela Prefeitura de São Paulo, apontando superfaturamento e favorecimento a fornecedor ligado a vereador.

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O Ministério Público de São Paulo está investigando a compra de alimentos pela Prefeitura para pessoas em situação de rua, após a promotora Karyna Mori notar que os preços estavam muito altos. A investigação começou depois que uma reportagem revelou que a Prefeitura pagava R$ 143 mil por dia a um buffet ligado a um vereador. Por exemplo, uma garrafa de água de meio litro custava R$ 4,11, enquanto em supermercados o preço era a partir de R$ 0,77. A sopa pequena era vendida a R$ 11,92, valor maior que o de marmitas maiores de outro programa. A promotora apontou que não havia justificativas para esses preços altos e que a Prefeitura não respondeu a pedidos de informações do MP. A Prefeitura disse que a contratação do buffet foi feita por meio de licitação e que o contrato inclui custos de preparo e transporte, mas ainda não recebeu notificação oficial sobre a investigação.

O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar a compra de alimentos pela Prefeitura de São Paulo destinada à população em situação de rua. A promotora Karyna Mori identificou discrepâncias nos preços dos produtos, como água e sopa, que estavam superfaturados em relação ao mercado.

A investigação foi motivada por uma reportagem do UOL, que revelou que a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania pagava R$ 143 mil por dia ao buffet Prime Alimentação, fornecedor vinculado a um vereador da base do prefeito Ricardo Nunes (MDB). Por exemplo, cada garrafa de água de meio litro custava R$ 4,11, enquanto o mesmo produto era encontrado em supermercados a partir de R$ 0,77, uma diferença superior a 400%. A sopa pequena era vendida a R$ 11,92, valor superior ao pago pela Prefeitura por marmitas maiores no programa Cozinha Cidadã.

A promotora destacou a falta de justificativas para os preços elevados e a ausência de pesquisa de mercado. O inquérito busca apurar o superfaturamento e a possível desclassificação de concorrentes que apresentaram propostas mais baixas. Em setembro, o MP solicitou informações à Secretaria, que não respondeu. Após reiterar o pedido em abril, a secretaria enviou documentos em maio, levando à abertura do inquérito.

A Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, afirmou que a contratação do buffet ocorreu por meio de processo licitatório e que o contrato inclui custos com preparo, transporte e distribuição. A pasta ainda não recebeu notificação oficial do MP sobre a investigação.

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