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Defesa de Braga Netto pede liberdade após conclusão dos interrogatórios

A defesa do general Braga Netto pede ao STF a revogação de sua prisão, alegando falta de novos fatos. Ele nega acusações de golpe.

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A defesa do general Braga Netto, ex-ministro da Defesa, pediu ao Supremo Tribunal Federal a liberação dele, que está preso desde dezembro de 2024. Eles argumentam que não há novos motivos para mantê-lo detido, já que a fase de instrução do processo foi concluída. Durante seu depoimento, Braga Netto negou as acusações de envolvimento em tentativas de golpe de Estado e disse que a visita do tenente-coronel Mauro Cid, que confirmou as tentativas de golpe, foi apenas uma cortesia, sem discussões sérias. Ele também negou ter dado dinheiro a Cid para ações antidemocráticas. O depoimento ocorreu por videoconferência, e o ministro Alexandre de Moraes fez uma piada sobre a prisão, gerando risadas no plenário. Braga Netto pediu desculpas por críticas ao sistema eleitoral e ao Judiciário, chamando-as de retórica. Outros envolvidos no caso, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem, também depuseram. Torres reconheceu falhas na segurança durante os eventos de 8 de janeiro, enquanto Ramagem negou ter monitorado ministros do STF. O caso de Braga Netto faz parte de uma investigação sobre um suposto plano para impedir a posse do presidente Lula, envolvendo acusações graves como a tentativa de derrubar o Estado Democrático de Direito.

A defesa do general Braga Netto (PL), ex-ministro da Defesa, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação de sua prisão preventiva, que se estende desde dezembro de 2024. O pedido foi feito após seu depoimento, onde ele negou as acusações de envolvimento em tentativas de golpe de Estado.

Durante a audiência, Braga Netto afirmou que não há novos fatos que justifiquem sua detenção, destacando que a fase de instrução do processo foi encerrada. A defesa argumenta que, com o término dessa fase, a manutenção da prisão não se sustenta. “A revogação da custódia cautelar do Gen. Braga Netto é medida que se impõe”, afirmou a defesa.

O general também refutou as declarações do tenente-coronel Mauro Cid, que confirmou tentativas de golpe, mas se isentou de participação. Braga Netto alegou que a visita de Cid, onde supostamente se discutiu o golpe, foi apenas uma cortesia e não envolveu conversas profundas. Ele negou ter repassado qualquer quantia a Cid, que teria sido destinada a ações antidemocráticas.

Detalhes do Depoimento

Braga Netto depôs por videoconferência, acompanhado de seus advogados. Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes fez uma piada sobre a prisão do general, provocando risadas no plenário. O ex-ministro também pediu desculpas por suas críticas ao sistema eleitoral e ao Judiciário, classificando-as como “retórica”.

Além disso, outros envolvidos no caso, como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, e o ex-chefe da Abin, Alexandre Ramagem, também prestaram depoimentos. Torres admitiu falhas na segurança durante os eventos de 8 de janeiro, enquanto Ramagem negou ter monitorado ministros do STF.

O caso de Braga Netto é parte de uma investigação mais ampla sobre um suposto plano golpista que teria como objetivo impedir a posse do presidente Lula. As acusações incluem a abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa, envolvendo outros réus próximos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

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