A Prefeitura de São Paulo está tentando desapropriar o Jockey Club para transformar a área em um parque municipal, após uma tentativa anterior de proibir as corridas de cavalos que foi barrada pela Justiça. A desapropriação é justificada pela dívida tributária do clube, que chega a R$ 829 milhões, enquanto o terreno é avaliado em R$ 93 milhões. A Prefeitura está considerando um decreto que facilitaria o processo, mas ainda não há um prazo definido para isso. Durante uma audiência pública, o secretário de Desestatização sugeriu que as corridas poderiam continuar mesmo com o parque. A proposta gerou divisões entre os moradores, com alguns apoiando a criação do parque e outros defendendo a preservação do Jockey Club, que tem valor histórico. O ex-governador Marconi Perillo propôs um “parque privado de interesse público” financiado por empresas. O vereador responsável pelo projeto nega qualquer ligação com interesses imobiliários e afirma que seu foco é atender a população.
Após a recente derrota judicial que impediu a proibição das corridas de cavalos no Jockey Club de São Paulo, a Prefeitura agora busca uma nova abordagem: a desapropriação do hipódromo. A proposta visa transformar a área de 600 mil metros quadrados em um parque municipal, conforme o Plano Diretor da cidade.
A gestão municipal está avaliando um decreto de Declaração de Utilidade Pública (DUP), que facilitaria o processo de desapropriação. Após a aprovação do DUP, a Prefeitura poderá iniciar as tratativas judiciais necessárias. Não há um prazo definido para essa aprovação. Há a possibilidade de que as atividades do turfe continuem mesmo após a criação do parque.
Um dos principais argumentos para a desapropriação é a dívida tributária do Jockey Club, que soma R$ 829 milhões em IPTU e ISS. O clube contesta esses valores, que estão sendo discutidos em diversas ações judiciais. O terreno, para fins de desapropriação, é avaliado em R$ 93 milhões, enquanto o valor para cobrança de IPTU é estimado em R$ 1,1 bilhão.
Audiência Pública e Reações
Recentemente, a Comissão de Política Urbana da Câmara Municipal realizou uma audiência pública sobre o tema. O secretário executivo de Desestatização e Parcerias, Luiz Fernando Machado, sugeriu que a manutenção das corridas poderia ser conciliada com a criação do parque. A audiência foi marcada por tensões, com funcionários do Jockey manifestando oposição à desapropriação.
O vereador Isac Félix (PL) criticou o Jockey, chamando seus representantes de “caloteiros” devido à dívida tributária. Desde 2023, o Plano Diretor prevê a transformação do hipódromo em um parque, necessitando da desapropriação do terreno localizado na Avenida Lineu de Paula Machado, no Morumbi.
Controvérsias e Propostas
A proposta de desapropriação gerou divisões entre moradores da região. Enquanto alguns apoiam a ideia de um parque público, outros defendem a preservação do Jockey Club por seu valor histórico e cultural. O ex-governador de Goiás e conselheiro do Jockey, Marconi Perillo, sugeriu a criação de um “parque privado de interesse público”, financiado por empresas parceiras.
A discussão sobre a desapropriação do Jockey Club continua a polarizar opiniões, com interesses imobiliários sendo levantados por alguns moradores. O vereador João Jorge (MDB), autor do projeto de criação do parque, nega qualquer ligação com o setor imobiliário, afirmando que seu objetivo é atender a população paulistana.
Entre na conversa da comunidade