O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, revelou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal que recebeu dinheiro do general Braga Netto para financiar um plano de captura do ministro Alexandre de Moraes. Cid disse que pegou a quantia em dinheiro vivo, escondida em uma caixa de vinho, no Palácio da Alvorada, no final de 2022, e entregou ao major Rafael Martins de Oliveira, que é acusado de tentar executar o plano chamado Punhal Verde e Amarelo. A Polícia Federal investiga que o valor, que totaliza R$ 100 mil, seria usado para levar manifestantes a Brasília, e considera Braga Netto o principal responsável pelo financiamento do plano que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Os interrogatórios dos réus da trama golpista começaram com Cid, que fez um acordo de delação premiada. O relator da ação, Alexandre de Moraes, preside as sessões, que incluem outros sete réus, como Jair Bolsonaro e ex-ministros, com os depoimentos ocorrendo ao longo da semana. Cid apresentou algumas inconsistências em seu relato, frequentemente dizendo que não se lembrava de detalhes, especialmente sobre Bolsonaro, e fez acusações diretas, como a de que o ex-presidente editou uma minuta de golpe. Além disso, Cid implicou o almirante Almir Garnier, que teria disponibilizado tropas da Marinha para o golpe. As revelações de Cid aumentam as investigações sobre a suposta trama golpista, que já estava sendo analisada pelas autoridades.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, prestou depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) revelando que recebeu dinheiro do general Braga Netto para financiar um plano que visava capturar o ministro Alexandre de Moraes. O depoimento ocorreu no início da semana, durante os interrogatórios dos réus envolvidos em um suposto plano golpista.
Cid afirmou que recebeu uma quantia em dinheiro vivo, acondicionada em uma “caixa de vinho”, no Palácio da Alvorada, no final de 2022. Ele entregou o montante ao major Rafael Martins de Oliveira, que é acusado de tentar implementar o plano denominado Punhal Verde e Amarelo. “Eu recebi o dinheiro do general Braga Netto no Palácio da Alvorada”, declarou Cid.
A Polícia Federal investiga que o valor recebido por Cid seria destinado a custear a ida de manifestantes a Brasília, com um total de R$ 100 mil discutido em reuniões anteriores. O montante foi acordado em um encontro na casa do general em 12 de novembro. A PF considera Braga Netto o “principal elo de financiamento” do plano que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Interrogatórios em Andamento
Os interrogatórios dos réus da trama golpista começaram com Cid, que fez um acordo de delação premiada. O relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes, preside as sessões, que ocorrem na sala da Primeira Turma do STF. Os réus estão presentes, exceto o ex-ministro Braga Netto, que participa por videoconferência devido à sua prisão preventiva.
Além de Cid e Braga Netto, estão sendo interrogados outros sete réus, incluindo Jair Bolsonaro e ex-ministros do governo. Os depoimentos estão programados para ocorrer ao longo da semana e podem se estender para a próxima, dependendo da necessidade. A ordem dos interrogatórios segue o alfabético, após o delator ser ouvido primeiro.
Implicações e Detalhes
Cid, que depôs perante o relator da ação penal, Alexandre de Moraes, apresentou algumas inconsistências em seu relato. Ele frequentemente usou expressões como “não me lembro” e “não participei”, especialmente ao se referir a Jair Bolsonaro. A acusação mais direta contra o ex-presidente foi a de que ele editou uma minuta de golpe, omitindo nomes de pessoas que deveriam ser presas.
Além de Braga Netto e Bolsonaro, Cid implicou o almirante Almir Garnier, que teria colocado tropas da Marinha à disposição do golpe. O delator também classificou os integrantes do entorno de Bolsonaro em “radicais” e “moderados”, em relação às propostas que visavam suprimir a democracia e evitar a transição de poder.
As revelações de Mauro Cid intensificam as investigações sobre a suposta trama golpista, que já vinha sendo analisada pelas autoridades. O caso levanta questões sobre a integridade das instituições democráticas no Brasil e a responsabilidade de figuras proeminentes na política nacional. As investigações continuam, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.
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