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Cid denuncia Bolsonaro por tentar fraudar urnas e instigar ações militares

Tenente-coronel Mauro Cid revela ao STF que Bolsonaro e Braga Netto buscavam fraudes nas urnas para justificar intervenção militar, mas não encontraram evidências.

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O tenente-coronel Mauro Cid, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto esperavam encontrar fraudes nas urnas eletrônicas para justificar uma intervenção militar, mas não encontraram nenhuma vulnerabilidade. Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro, disse que a busca por irregularidades era constante, mas não havia comprovação de problemas. Ele também mencionou que o governo pressionou o Ministério da Defesa para que um relatório sobre as eleições incluísse alegações de fraudes, o que não aconteceu. Cid confirmou que Bolsonaro queria um documento mais forte do Ministério da Defesa, mas o relatório final não encontrou indícios de fraude. Durante o depoimento, ele falou sobre um decreto que previa ações drásticas, como a prisão de autoridades, que Bolsonaro ajudou a editar, mantendo apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes como alvo. Os interrogatórios no STF estão começando e incluem outros réus, como Bolsonaro e ex-ministros, com o ex-ministro Braga Netto participando por videoconferência. Esses depoimentos buscam esclarecer as ações do grupo que tentou reverter o resultado das eleições de 2022.

O tenente-coronel Mauro Cid, em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro e o general Braga Netto esperavam encontrar fraudes nas urnas eletrônicas para justificar uma intervenção militar. O depoimento ocorreu nesta segunda-feira, 9 de outubro, e Cid afirmou que, apesar da pressão de Bolsonaro, nenhuma vulnerabilidade foi detectada no sistema eleitoral.

Cid, que foi ajudante de ordens de Bolsonaro, declarou que a expectativa de encontrar irregularidades nas urnas visava convencer as Forças Armadas a agir durante a transição de governo em 2022. Ele destacou que “a busca por fraude nas urnas” era constante, mas não houve comprovação de qualquer problema. O militar também mencionou que o governo de Bolsonaro pressionou o Ministério da Defesa, então sob o comando do general Paulo Sérgio Nogueira, para que um relatório sobre as eleições incluísse alegações de fraudes, o que não ocorreu.

Pressão e Relatórios

O tenente-coronel confirmou que Bolsonaro desejava um documento mais contundente do Ministério da Defesa, que refletisse suas suspeitas sobre o processo eleitoral. Cid explicou que o relatório final das Forças Armadas, embora técnico, não encontrou indícios de fraude. “A pressão realmente existia,” afirmou Cid, referindo-se à insistência do ex-presidente por um posicionamento mais político.

Durante o depoimento, Cid também abordou a elaboração de um decreto que previa ações drásticas, como a prisão de autoridades, e que Bolsonaro ajudou a editar. O militar mencionou que o ex-presidente “enxugou o decreto,” mantendo apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes como alvo.

Interrogatórios no STF

Os interrogatórios no STF marcam o início da fase de depoimentos dos réus envolvidos na tentativa de deslegitimar as eleições de 2022. Além de Cid, outros réus, incluindo Bolsonaro e ex-ministros, estão sendo ouvidos. O ex-ministro Braga Netto, que se encontra preso, participa por videoconferência. Os depoimentos visam esclarecer as ações e intenções do grupo que tentou reverter o resultado das eleições, evidenciando a tensão política no Brasil.

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