Após perder as eleições de 2022, Jair Bolsonaro discutiu a possibilidade de um golpe de estado com militares, segundo o ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes. Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal, Freire Gomes contou que essas conversas ocorreram em reuniões com oficiais-generais, onde Bolsonaro e seus auxiliares tentaram impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. A maioria dos generais rejeitou essas propostas. O general também mencionou que a ideia de um golpe se tornou comum nas últimas semanas do governo de Bolsonaro. Embora não tenha trazido novas informações, ele detalhou a tensão que existia no governo nesse período. O julgamento no STF pode esclarecer mais sobre essas interações e a influência de civis que apoiavam um governo autoritário, destacando a polarização política e a fragilidade das instituições democráticas no Brasil.
Jair Bolsonaro manteve discussões sobre um possível golpe de estado com militares após sua derrota nas eleições de 2022. O ex-comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, revelou em depoimento ao Supremo Tribunal Federal que essas conversas ocorreram em reuniões com oficiais-generais.
Freire Gomes afirmou que Bolsonaro e seus auxiliares civis tentaram articular uma forma de impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, o adversário eleito. O general destacou que a maioria dos oficiais-generais rejeitou essas propostas de intervenção militar. Segundo ele, a ideia de um golpe se tornou uma constante na rotina do Palácio da Alvorada durante as últimas semanas de Bolsonaro no poder.
O ex-comandante não trouxe novas informações em relação ao que já havia declarado à polícia, mas detalhou o clima de tensão e incerteza que permeou o governo nos momentos finais. As reuniões com os militares, que começaram em junho de 2022, revelam um cenário de descontentamento com o resultado eleitoral e tentativas de deslegitimar o processo democrático.
O julgamento que se inicia no STF poderá esclarecer mais sobre essas interações e a influência de figuras civis que se mostraram atraídas pela ideia de um governo autoritário, quatro décadas após a redemocratização do Brasil. A situação evidencia a polarização política e a fragilidade das instituições democráticas no país.
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