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Entidades pedem revisão de multas e fiscalização unificada na reforma tributária

Entidades do setor privado propõem mudanças no PLP 108/2024, visando revisão de multas e participação de contribuintes na reforma tributária.

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Três entidades importantes do setor privado, a CNI, a CNF e a Abrasca, sugeriram mudanças no PLP 108/2024, que está sendo analisado no Senado e trata da reforma tributária. O projeto, que já passou pela Câmara, cria novos tributos sobre bens e serviços, como o CBS e o IBS. As propostas incluem revisar as multas por descumprimento de obrigações acessórias, buscando uniformizar as penalidades entre os tributos e levando em conta a gravidade das infrações. As entidades também pedem a simplificação das condutas ilícitas, reduzindo as categorias de quase 30 para três. Além disso, querem que contribuintes participem do comitê de harmonização que cuidará das novas regras. A proposta de revisão das penalidades gerou preocupações sobre multas desproporcionais. O projeto será discutido na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que já recebeu mais de 100 emendas, incluindo mudanças nas penalidades. O relator, Eduardo Braga, deve tentar equilibrar as sugestões das entidades com as necessidades das administrações tributárias.

Três importantes entidades do setor privado, a CNI, a CNF e a Abrasca, apresentaram propostas de alteração ao PLP 108/2024, que regula a reforma tributária e atualmente está em análise no Senado. O projeto, já aprovado na Câmara, introduz novos tributos sobre bens e serviços, como o CBS e o IBS.

As sugestões incluem a revisão das multas por descumprimento de obrigações acessórias, buscando a uniformização das penalidades entre os dois tributos. As entidades defendem que as multas sejam melhor parametrizadas, levando em conta a gravidade da infração e a conformidade do contribuinte. Além disso, propõem a redução das penalidades em casos de erro escusável ou quando o contribuinte seguiu as orientações vigentes.

Propostas de Alteração

As entidades também sugerem a simplificação das condutas ilícitas, agrupando-as em três categorias: omissão na emissão de documentos fiscais, emissão de documentos incorretos e ausência de inscrição em cadastros. Atualmente, o projeto contempla quase 30 hipóteses de sanção. Outro ponto levantado é a participação de representantes dos contribuintes no comitê de harmonização, que será responsável pela jurisprudência dos novos tributos.

A proposta de revisão das penalidades gerou preocupações entre especialistas e entidades empresariais, que temem a possibilidade de multas desproporcionais. O projeto deve ser discutido na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde já existem mais de 100 emendas apresentadas, incluindo alterações nas penalidades.

Expectativas e Desdobramentos

A expectativa é que o relator, Eduardo Braga (MDB-AM), busque um equilíbrio entre as sugestões das entidades e as necessidades das administrações tributárias. Em nota técnica, o CCiF já havia sugerido a redução das condutas ilícitas de 37 para apenas 5 categorias, destacando a necessidade de um sistema de penalidades mais justo e eficiente.

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