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Defesa utiliza contradições de general para contestar acusação de golpe

General Freire Gomes depõe sobre tentativa de golpe; defesas de acusados buscam contradições para contestar PGR. Novo depoimento pode mudar o jogo.

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O ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, deu um depoimento sobre a tentativa de golpe de Estado que envolveu Jair Bolsonaro e outros ex-ministros. As defesas dos acusados querem usar as contradições nas declarações de Freire Gomes para enfraquecer as acusações da Procuradoria-Geral da República. Os advogados afirmam que ele não romantizou os eventos e planejam explorar essas contradições em suas argumentações. O ex-comandante da Força Aérea, Baptista Júnior, deve ser ouvido em breve, o que pode impactar a defesa. Entre os acusados estão Bolsonaro, o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e outros ex-ministros. Um advogado ressaltou que o que importa é o que Freire Gomes disse em juízo, ignorando declarações anteriores à Polícia Federal. Durante a audiência, o ministro relator Alexandre de Moraes alertou Freire Gomes sobre o risco de ter mentido em depoimentos anteriores. Freire Gomes também comentou que o almirante Almir Garnier Santos respeitava Bolsonaro, embora outros comandantes discordassem, mas em depoimento à PF, ele havia dito que Garnier apoiou a tentativa de golpe. O advogado de Garnier pretende usar essa contradição em sua defesa. Além disso, houve um momento tenso entre Moraes e o advogado do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, que foi criticado por tentar induzir a testemunha com perguntas repetitivas. Torres é descrito na denúncia da PGR como o “mentor jurídico” do golpe.

O ex-comandante do Exército, general Freire Gomes, prestou depoimento sobre a tentativa de golpe de Estado que envolve figuras como Jair Bolsonaro e ex-ministros. As defesas dos acusados planejam utilizar as contradições em suas declarações para enfraquecer a acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Os advogados dos acusados, que fazem parte do que é considerado o “núcleo crucial” da trama golpista, afirmam que Freire Gomes “baixou a temperatura” e “não romantizou” os eventos. Eles pretendem explorar essas contradições durante as sustentações orais e alegações finais. O ex-comandante da Força Aérea, Baptista Júnior, deve ser ouvido em breve, o que pode influenciar a estratégia de defesa.

Entre os acusados estão Jair Bolsonaro, o ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, e outros ex-ministros. Um advogado destacou que o que importa é o que Freire Gomes declarou em juízo, desconsiderando o que disse anteriormente à Polícia Federal. Durante a audiência, o ministro relator Alexandre de Moraes alertou Freire Gomes sobre o risco de ter “mentido” em depoimento anterior.

Freire Gomes mencionou que o almirante Almir Garnier Santos “demonstrou respeito” a Bolsonaro, enquanto outros comandantes discordaram. No entanto, em depoimento à PF, ele havia afirmado que Garnier apoiou a tentativa de golpe. O advogado de Garnier, Demóstenes Torres, pretende usar essa contradição em sua defesa.

Outro ponto de tensão ocorreu entre Moraes e o advogado do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres. Moraes criticou o advogado por tentar induzir a testemunha com perguntas repetitivas. Torres é descrito na denúncia da PGR como o “mentor jurídico” do golpe, que aconselhava Bolsonaro.

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