A Colônia Dignidade, que foi um centro de repressão no Chile durante a ditadura, agora chamada de Villa Baviera, enfrenta uma nova situação. Em 2024, o governo chileno decidiu desapropriar 116 hectares do local para criar um memorial, o que afetará 122 colonos que terão que vender suas propriedades. A colônia, que já foi um lugar de abusos e violações de direitos humanos, agora se tornará um espaço de memória. O presidente Gabriel Boric ordenou essa desapropriação, que deve ser concluída antes de março, quando ele deixará o cargo. Os colonos, que conhecem bem a história do lugar, estão preocupados com a perda de suas casas e tentam contestar a decisão na Justiça. O ministro da Justiça do Chile afirmou que o objetivo é preservar a história do país e que o Estado pagará um preço justo pelas propriedades. A colônia, que atualmente funciona como um centro agrícola e de turismo, foi fundada por um grupo de cristãos alemães e se tornou um local de controle absoluto sob a liderança de Paul Schäfer, que foi preso por abusos. Os colonos, que viveram em condições difíceis, agora enfrentam a desapropriação e se sentem injustiçados, pois acreditam que estão sendo punidos por erros do passado.
A Colônia Dignidade, antiga sede de repressão durante a ditadura chilena, será desapropriada pelo governo chileno em 2024. O presidente Gabriel Boric determinou a desapropriação de 116 hectares da Villa Baviera, afetando 122 colonos que agora devem vender suas propriedades ao Estado. O objetivo é transformar a área em um memorial para as vítimas de abusos de direitos humanos.
A Villa Baviera, que foi renomeada em 1991, abriga uma comunidade que ainda carrega os traumas do passado. Durante a liderança de Paul Schäfer, cerca de 250 moradores foram submetidos a condições análogas à escravidão. O local também serviu como prisão e centro de tortura para opositores do regime de Augusto Pinochet. Estima-se que 26 opositores desapareceram na área.
O governo chileno pretende concluir a desapropriação até março, quando Boric deixará o cargo. O ministro da Justiça e Direitos Humanos, Jaime Gajardo, afirmou que o memorial será o maior do país, com cerimônias de recordação semelhantes às dos campos de concentração nazistas. Atualmente, a colônia opera como um centro agrícola e de turismo, com restaurantes e hotéis.
Os colonos, que conhecem cada detalhe do local, expressam preocupação com a perda de suas casas e modos de vida. Markus Blanck, um dos gerentes do enclave, lamenta que a desapropriação “praticamente tira toda a nossa existência”. O governo assegura que a desapropriação segue a legislação e que um preço justo será pago pelos ativos.
Desde a prisão de Schäfer em 2005, a vida na Villa Baviera começou a mudar, permitindo que os colonos formassem famílias e tivessem acesso a direitos básicos. No entanto, agora enfrentam a nova ameaça da desapropriação, que muitos veem como uma forma de vingança. A comunidade, marcada por abusos, ainda convive com os traumas do passado e busca contestar a decisão na Justiça.
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