Tundu Lissu, líder da oposição na Tanzânia, apareceu no tribunal pela primeira vez desde sua prisão, onde foi acusado de traição. Ele pediu aos seus apoiadores que não tivessem medo e entrou no tribunal com o punho levantado, enquanto seus seguidores gritavam por reformas. Lissu, que já foi alvo de um ataque em 2017, foi preso após um discurso que, segundo os promotores, incitava a rebelião e a interrupção das eleições marcadas para outubro. O governo da presidente Samia Suluhu Hassan tem enfrentado críticas por sua postura em relação aos direitos humanos. Além disso, ativistas de direitos humanos do Quênia, incluindo uma ex-ministra da Justiça, foram barrados de entrar na Tanzânia para apoiar Lissu e foram enviados de volta ao seu país.
Tundu Lissu, líder da oposição na Tanzânia, compareceu ao tribunal nesta segunda-feira, 19 de maio de 2025, pela primeira vez desde sua prisão, onde enfrenta acusações de traição. Ele foi detido após um discurso que, segundo as autoridades, incitava a rebelião contra o governo. Lissu, que já foi alvo de um atentado em 2017, entrou na sala de audiência com o punho erguido, enquanto seus apoiadores gritavam “Sem reformas, sem eleição”.
Durante a audiência, Lissu afirmou: “Nós estaremos bem. Vocês não devem temer.” Ele havia se recusado a participar de uma audiência anterior, em abril, devido à realização virtual do julgamento, que o fez aparecer apenas por videoconferência. As acusações contra ele surgiram em meio a um clima de repressão política, com o governo da presidente Samia Suluhu Hassan sendo criticado por sua postura em relação aos direitos humanos.
Apoio Internacional Impedido
Ativistas de direitos humanos do Quênia, incluindo a ex-ministra da Justiça Martha Karua e o ex-presidente do Judiciário Willy Mutunga, foram barrados de entrar na Tanzânia para apoiar Lissu. Eles foram detidos ao chegarem ao Aeroporto Internacional Julius Nyerere, em Dar es Salaam, e enviados de volta ao Quênia. Karua declarou: “O estado não pode ser usado como uma ferramenta pessoal. Não se pode deportar pessoas que não compartilham suas opiniões.”
Os ativistas estavam em viagem para demonstrar solidariedade ao líder opositor, que tem enfrentado uma série de prisões de figuras proeminentes da oposição. A situação ressalta as tensões políticas no país, onde a CHADEMA, partido de Lissu, exige mudanças no processo eleitoral, alegando que favorece o partido governante. A presidente Hassan, por sua vez, afirma que seu governo está comprometido com a proteção dos direitos humanos.
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