O novo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, anunciou mudanças para combater fraudes nos benefícios de aposentados e pensionistas. Ele disse que vai reestruturar como o INSS repassa recursos a entidades e que o atendimento às vítimas de fraudes será melhorado. Atualmente, quem percebe cobranças indevidas pode pedir reembolso pelo site ou telefone. Waller também reconheceu que o sistema tinha falhas, como a exigência de reconhecimento facial, que antes era só para novos benefícios. Agora, todos os beneficiários precisarão passar por esse reconhecimento. Além disso, ele informou que a prática de liberar informações dos beneficiários para instituições financeiras sem autorização foi encerrada. Essas ações buscam corrigir problemas e restaurar a confiança no sistema previdenciário.
Diante das recentes denúncias de fraudes relacionadas a descontos indevidos nos benefícios de aposentados e pensionistas, o novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, anunciou uma reestruturação no repasse a entidades. Em entrevista à Rádio CBN, ele destacou que, se o INSS continuar a intermediar essas relações, os controles devem ser rigorosos e não permitir acordos com entidades fraudulentas.
Waller mencionou que o atendimento a vítimas de fraudes será aprimorado e que novas diretrizes sobre os atendimentos presenciais devem ser divulgadas em breve. Atualmente, beneficiários que identificam cobranças indevidas podem solicitar reembolso pelo site ou aplicativo Meu INSS, ou pelo telefone 135. O presidente ressaltou a importância do Correio como parceiro, dada sua presença em 4.400 municípios.
Medidas de Segurança
O presidente do INSS também reconheceu falhas no sistema que facilitaram as fraudes. Uma delas foi a exigência limitada do reconhecimento facial, que até então era aplicada apenas para benefícios concedidos a partir de 2024. Para aumentar a segurança, uma nova instrução normativa foi emitida, exigindo reconhecimento facial para todos os beneficiários, independentemente da data de concessão.
Outro ponto crítico foi a liberação da margem consignável, que permitia que instituições financeiras acessassem informações dos beneficiários sem autorização. Waller afirmou que essa prática foi encerrada, visando proteger os segurados de novas fraudes. As mudanças visam não apenas corrigir falhas, mas também restaurar a confiança no sistema previdenciário.
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