Durante uma audiência sobre a tentativa de golpe no Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, repreendeu o advogado Eumar Novacki, que defende o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Novacki fez repetidas perguntas ao ex-comandante do Exército Freire Gomes sobre datas de reuniões no Palácio do Planalto relacionadas a um plano golpista, mas o general não se lembrava das datas. Moraes interrompeu o advogado, dizendo que ele já havia feito a mesma pergunta várias vezes e que não permitiria “circo” no tribunal. O clima ficou tenso quando o advogado de Torres tentou mudar a pergunta e também foi interrompido. As audiências continuam até 2 de junho, com a participação de outros ministros e sem gravações permitidas, apenas com jornalistas assistindo em um telão.
Durante a audiência do processo sobre a tentativa de golpe no Brasil, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, repreendeu o advogado Eumar Novacki, que representa o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. O advogado insistiu em questionar o ex-comandante do Exército Freire Gomes sobre as datas de reuniões no Palácio do Planalto que discutiram uma minuta golpista. O general, no entanto, afirmou não se lembrar das datas.
Moraes interrompeu Novacki, alertando que ele já havia feito a mesma pergunta quatro vezes. “Não estamos aqui para fazer circo. Eu não vou permitir que faça circo no meu tribunal”, declarou o ministro, ao tentar manter a ordem na audiência. A insistência do advogado gerou desconforto, levando Moraes a afirmar que ele estava tentando induzir a testemunha.
O advogado de Freire Gomes, João Marco Gomes de Rezende, também foi advertido. Moraes destacou que Rezende estava apenas acompanhando seu cliente, sem atuar como parte no processo. O clima tenso se intensificou quando o advogado de Torres tentou reformular a pergunta, mas foi novamente interrompido pelo ministro.
As audiências para ouvir as testemunhas de acusação e defesa seguem até 2 de junho, realizadas por videoconferência. Além de Moraes, os ministros Cristiano Zanin e Cármen Lúcia também acompanham os depoimentos. A gravação de áudio e vídeo está proibida, e jornalistas credenciados podem assistir às sessões em um telão na sala da Primeira Turma do STF.
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