Hugo Motta, presidente da Câmara, admitiu que está tendo dificuldades para fazer votações importantes acontecerem. Ele disse que a Casa está presa em uma “pauta tóxica” que ajuda a oposição a criticar o STF e desgastar o governo, mas não avança com a agenda do Parlamento. Para tentar mudar isso, Motta retirou algumas punições que havia imposto a líderes partidários por causa da obstrução dos trabalhos. Agora, esses líderes podem apresentar até seis propostas para mudar votações, mas essa decisão será reavaliada se houver novas tentativas de atrapalhar as votações.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, reconheceu as dificuldades em sua gestão durante evento da revista VEJA em Nova Iorque. Ele afirmou que a Casa enfrenta uma “pauta tóxica”, que favorece a oposição e impede o avanço da agenda governamental. Motta destacou que essa situação prejudica o Parlamento e a relação com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Para tentar reverter esse cenário, Motta decidiu retirar punições impostas a líderes partidários. A medida permite que esses líderes apresentem até seis destaques em plenário, com a condição de que a situação seja reavaliada caso haja obstrução nas votações. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira e terá validade até o final do mês.
Motta enfatizou a necessidade de mudar a pauta atual, que, segundo ele, serve apenas para desgastar o governo e não contribui para a aprovação de propostas relevantes. Ele reiterou que a busca por uma agenda mais produtiva é uma prioridade em sua gestão.
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