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Câmara dos Deputados recorre ao STF para preservar mandatos de sete deputados federais

Câmara dos Deputados recorre ao STF para adiar mudanças nas sobras eleitorais, que podem resultar na perda de mandatos de sete deputados.

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para adiar a aplicação da decisão que declarou inconstitucional as regras das sobras eleitorais, que pode resultar na perda de mandatos de sete deputados. Motta argumenta que essa mudança imediata prejudica a estabilidade jurídica e deve ser válida apenas a partir de 2026. Ele destaca que a Constituição exige um prazo de um ano para mudanças nas regras eleitorais, e a nova interpretação do STF foi firmada em abril de 2023. A decisão anterior do STF já havia determinado que as novas regras só se aplicariam a partir das eleições de 2024. A situação gera incerteza sobre a composição atual da Câmara, pois a aplicação imediata da nova regra afetaria deputados de vários estados, incluindo aliados de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. O recurso tramita sob a relatoria do ministro Flávio Dino.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), protocolou um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, dia 19, para postergar a aplicação da decisão que declarou inconstitucional as regras das sobras eleitorais. A medida pode resultar na perda de mandatos de sete deputados eleitos. Motta argumenta que essa mudança “viola a estabilidade do ordenamento jurídico” e pede que a nova regra só entre em vigor a partir de 2026.

A decisão do STF, que permite que todos os partidos participem da divisão das sobras eleitorais, impacta diretamente a atual composição da Câmara. Caso a decisão seja aplicada imediatamente, sete deputados perderão seus mandatos, sendo que quatro deles são aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A divergência entre Motta e Alcolumbre marca a primeira discordância pública entre os dois desde que assumiram seus cargos.

No recurso, a Câmara sustenta que a interpretação anterior do STF, que previa a aplicação das novas regras apenas a partir das eleições de 2024, deve ser mantida. A Advocacia da Câmara ressalta que o artigo 16 da Constituição exige um prazo mínimo de um ano para mudanças nas regras eleitorais. A nova interpretação, firmada em abril de 2023, foi considerada uma violação dessa cláusula constitucional.

Os deputados que podem perder seus mandatos incluem Sonize Barbosa (PL-AP), Prof. Goreth (PDT-AP), Dr. Pupio (MDB-AP), Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lebrão (União-RO) e Lázaro Botelho (PP-TO). A situação gera incerteza sobre a composição da Câmara e pode atrasar ainda mais a implementação das novas regras eleitorais.

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