A Polícia Federal apreendeu bens de luxo no apartamento do empresário Maurício Camisotti, que é investigado na Operação Sem Desconto por fraudes no INSS. Entre os itens confiscados estão uma Lamborghini, sete relógios de luxo, seis kits de joias e cinco quadros, incluindo uma obra de Di Cavalcanti. A operação, que começou em abril, levou à demissão do presidente do INSS e do ministro da Previdência. Camisotti não estava em casa na noite anterior à busca, segundo sua empregada e o porteiro do condomínio, que disseram que ele estava viajando. Ele foi mencionado em reportagens que mostraram sua ligação com empresas de saúde e seguros, e a investigação revelou que pessoas ligadas a ele teriam fraudado descontos no INSS, resultando em repasses de cerca de R$ 43 milhões. A defesa de Camisotti afirma que os bens foram adquiridos de forma legítima ao longo de sua carreira e que os serviços prestados são válidos. A PF ainda não divulgou a avaliação dos bens, que foram enviados para perícia.
A Polícia Federal (PF) apreendeu bens de luxo no apartamento do empresário Maurício Camisotti, um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS. Entre os itens confiscados estão uma Lamborghini, sete relógios de luxo, seis kits de joias e cinco quadros, incluindo uma obra de Di Cavalcanti.
A operação, que teve início em abril, resultou na queda do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e do ministro da Previdência, Carlos Lupi. A PF encontrou os bens no apartamento de Camisotti, localizado no bairro Jardim Europa, em São Paulo. A empregada doméstica do empresário informou que ele não estava no local na noite anterior à busca. O porteiro do condomínio também confirmou que recebeu uma mensagem de Camisotti avisando sobre uma viagem.
Camisotti entrou no radar da PF após reportagens do portal Metrópoles, que revelaram sua ligação com uma rede de empresas do setor de saúde e seguros. A investigação apontou que laranjas associados a ele teriam fraudado descontos no INSS, resultando em repasses de cerca de R$ 43 milhões a suas empresas. O relatório da PF lista 51 joias e diversos itens eletrônicos, além dos veículos de luxo.
A defesa de Camisotti argumenta que os bens apreendidos foram adquiridos ao longo de sua carreira de mais de 30 anos no setor de saúde e que os repasses se referem a serviços legítimos. O advogado Pierpaolo Bottini afirmou que as relações comerciais do empresário são válidas e que a investigação ignora a legitimidade dos dirigentes envolvidos. A PF ainda não divulgou a avaliação dos bens apreendidos, que foram enviados para perícia.
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