Dois policiais militares foram condenados por formação de milícia em São Paulo. O cabo José Renato Silva de Oliveira recebeu uma pena de 6 anos de prisão, enquanto a sargento Lúcia Ferreira de Oliveira foi condenada a 3 anos e 7 meses. Eles foram presos em dezembro de 2022, acusados de extorquir vendedores ambulantes no Brás, exigindo pagamentos para que pudessem trabalhar. A defesa dos policiais anunciou que vai recorrer da decisão, alegando problemas no processo. José Renato foi absolvido das acusações de roubo e extorsão, mas a Justiça considerou que ele e Lúcia formaram uma milícia. Lúcia já está em casa cumprindo pena em regime aberto. Outros dois policiais envolvidos no caso serão julgados na Justiça comum. Um coronel que acompanha o caso disse que o grupo agia como uma organização criminosa, intimidando vendedores e encaminhando aqueles que não pagavam a agiotas. Os valores exigidos pelos policiais chegavam a R$ 15 mil por ano ou R$ 300 por semana. Uma testemunha relatou que começou a ser pressionada a pagar após anos trabalhando na região, destacando um problema sério de corrupção e abuso de poder na polícia.
A Justiça Militar condenou dois policiais militares por formação de milícia no Brás, em São Paulo. O cabo José Renato Silva de Oliveira recebeu uma pena de 6 anos de prisão, enquanto a sargento Lúcia Ferreira de Oliveira foi condenada a 3 anos e 7 meses. Ambos foram presos em dezembro de 2022 durante uma operação do Ministério Público e corregedorias das polícias Militar e Civil.
Os policiais foram acusados de extorquir vendedores ambulantes na região, exigindo pagamentos para permitir que trabalhassem. A defesa dos réus anunciou que irá recorrer da decisão, alegando que o processo contém nulidades. Segundo os advogados, a condenação de Lúcia é mais delicada, pois teve um voto a favor e dois contra.
Detalhes da Condenação
O cabo José Renato foi absolvido das acusações de roubo e extorsão, mas a Justiça considerou que ele e Lúcia formaram uma milícia privada. A sargento, por sua vez, já está em casa cumprindo pena em regime aberto. Outros dois policiais, Wellington Stefani e Humberto de Almeida Batista, também foram julgados, mas o caso deles será encaminhado à Justiça comum devido à falta de consenso entre os juízes.
O coronel Fábio Sérgio do Amaral, que acompanha o caso, afirmou que o grupo agia como uma “organização criminosa”, com uma estrutura bem definida para fiscalizações e cobranças. Os vendedores ambulantes eram intimidados durante as rondas policiais e, quando não podiam pagar as “luvas”, eram encaminhados a agiotas que utilizavam métodos violentos para cobrar as dívidas.
Valores e Testemunhos
Os valores exigidos pelos policiais variavam em torno de R$ 15 mil por ano ou R$ 300 por semana. Uma testemunha protegida relatou que, após seis anos trabalhando na região, começou a ser pressionada a pagar para continuar seu comércio. A situação revela um grave problema de corrupção e abuso de poder dentro das forças de segurança na área.
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