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Turistas temem deportações nos EUA devido à retórica agressiva de Trump

A retórica de Trump gera temor entre turistas e cidadãos, com aumento de detenções e inspeções de dispositivos eletrônicos nos EUA.

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A retórica agressiva de Donald Trump em relação a estrangeiros tem gerado medo entre turistas que desejam entrar nos Estados Unidos, levando a um aumento nas deportações e na fiscalização nas fronteiras. Advogados de imigração alertam que agora há um maior escrutínio baseado em opiniões políticas, afetando tanto estrangeiros quanto cidadãos americanos. Decretos executivos recentes permitem que autoridades investiguem estrangeiros com base em suas convicções políticas, o que inclui críticas ao governo de Israel. Casos de detenções, como a da pesquisadora russa Kseniia Petrova, mostram que opiniões políticas podem levar a problemas na entrada no país. Estrangeiros são aconselhados a ter cuidado com o que expressam publicamente, especialmente nas redes sociais, já que as autoridades podem inspecionar dispositivos eletrônicos sem necessidade de mandado. Cidadãos americanos também estão sendo alvo de interrogatórios, como o YouTuber Hasan Piker, que foi questionado sobre suas opiniões políticas ao retornar dos Estados Unidos. A Customs and Border Protection pode revistar dispositivos e, se um viajante se recusar a cooperar, pode ser negada sua entrada. Especialistas recomendam que quem deseja viajar para os EUA avalie os riscos e considere não levar informações que não gostaria que o governo acessasse.

A retórica agressiva de Donald Trump em relação a estrangeiros tem gerado preocupações sobre a entrada de turistas nos Estados Unidos. Recentemente, advogados de imigração relataram um aumento no escrutínio de viajantes, afetando tanto estrangeiros quanto cidadãos americanos. A fiscalização nas fronteiras se tornou mais rigorosa, com relatos de detenções e inspeções de dispositivos eletrônicos.

Camille Mackler, diretora executiva da Immigrant Arc, afirmou que “as coisas mudaram fundamentalmente” e que o governo busca aumentar o número de deportações. Golnaz Fakhimi, da Muslim Advocates, destacou que a segmentação de estrangeiros com base em opiniões políticas é uma das principais mudanças. Isso ocorre por meio de decretos executivos que visam proteger o país de ameaças, mas que também podem resultar em deportações baseadas em convicções políticas.

A situação se agrava com relatos de detenções de pessoas como a pesquisadora russa Kseniia Petrova, que foi abordada devido a suas opiniões políticas. Especialistas recomendam que viajantes estejam cientes do que expressam publicamente, especialmente nas redes sociais, já que essas informações estão sendo analisadas. Sophia Cope, da Electronic Frontier Foundation, alertou que identificadores de redes sociais são exigidos em alguns pedidos de visto.

Cidadãos americanos também enfrentam riscos. O YouTuber Hasan Piker foi detido e interrogado por horas após retornar da França, com agentes questionando suas convicções políticas. Amir Makled, advogado libanês-americano, também foi detido em Detroit, onde seu telefone foi revistado. A Customs and Border Protection (CBP) tem autoridade para inspecionar dispositivos eletrônicos e pode negar a entrada com base no que encontram.

Hilton Beckham, comissário assistente da CBP, negou que a agência esteja revistando mais dispositivos eletrônicos devido à mudança de governo. Ele afirmou que as alegações são infundadas e que menos de 0,01% dos viajantes tiveram seus dispositivos revistados. Para evitar problemas, Nate Freed Wessler, da União Americana pelas Liberdades Civis, recomenda que viajantes não levem dados que não desejam que o governo acesse.

A situação atual exige que viajantes avaliem os riscos de suas opiniões políticas ao planejar uma viagem aos Estados Unidos. A recomendação é estar ciente das regras de visto e considerar a visibilidade de suas convicções.

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