O governo Trump pediu ao Supremo Tribunal para reverter uma decisão de um tribunal inferior que bloqueou demissões em massa em várias agências federais. Essa decisão impede que o governo faça grandes mudanças e reduza o número de funcionários, o que, segundo a administração, aumenta os custos para os contribuintes. Um juiz federal na Califórnia havia determinado que, embora Trump possa buscar mudanças nas agências, ele deve fazê-lo de maneira legal, incluindo a consulta ao Congresso para reorganizações significativas. A administração argumenta que a ordem judicial a força a manter um número excessivo de funcionários, desperdiçando dinheiro público. O governo já tentou uma intervenção de emergência em um tribunal de apelações, mas decidiu ir diretamente ao Supremo Tribunal para acelerar o processo.
A administração Trump solicitou ao Supremo Tribunal dos Estados Unidos, na sexta-feira, a reversão de uma decisão judicial que impede demissões em massa e reestruturações em agências federais. A medida visa contornar uma ordem de um tribunal da Califórnia que bloqueou essas ações, alegando que a decisão compromete a eficiência e gera custos adicionais para os contribuintes.
A apelação de emergência ocorre após a juíza do tribunal, Susan Illston, ter determinado que o presidente pode buscar mudanças nas agências, mas deve fazê-lo de maneira legal, incluindo consultas ao Congresso para reorganizações significativas. A ordem judicial abrange cortes em mais de uma dezena de agências, como Agricultura, Comércio, Energia, Trabalho e Saúde.
O advogado-geral dos Estados Unidos, John Sauer, argumentou que a ordem judicial impede o governo de implementar planos que visam reduzir a força de trabalho federal, que ele descreveu como “inchada e ineficiente”. A administração também expressou preocupação com a exigência de entrega de documentos sobre os planos de redução, afirmando que isso poderia comprometer informações sensíveis.
A administração já havia buscado intervenção do 9º Circuito, mas, sem uma decisão, optou por recorrer diretamente ao Supremo. O tribunal já analisa outros nove casos emergenciais relacionados ao segundo mandato de Trump, incluindo questões sobre cidadania e políticas de imigração.
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