A Construcap ganhou o leilão para administrar o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, com uma oferta de R$ 61 milhões. A empresa é dirigida pelo irmão do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, o que gerou polêmica. O contrato foi assinado com o ICMBio e a Construcap terá a gestão do parque por 30 anos, além de pagar 5% da receita bruta e investir R$ 116 milhões em melhorias. O leilão ocorreu em janeiro de 2024 e foi a quarta tentativa de privatização do parque, que já havia sido cancelada em gestões anteriores. O Ministério do Meio Ambiente afirmou que o processo é auditado e segue regras de transparência. A Construcap já administra outros parques e tem um histórico de contratos com o governo.
A Construcap venceu o leilão para administrar o Parque Nacional de Jericoacoara, no Ceará, com um lance de R$ 61 milhões. O contrato foi firmado com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e gerou polêmica devido à relação do presidente da empresa com o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente.
O leilão ocorreu na B3, em São Paulo, em janeiro de 2024. O consórcio vencedor, formado pela Construcap e pela Catarata, superou o segundo colocado, que ofereceu R$ 25 milhões. O presidente da Construcap, Roberto Capobianco, é irmão de João Paulo Capobianco, secretário-executivo do ministério. A Construcap afirmou que não há impedimentos legais para sua participação no leilão e que atua na gestão de parques desde 2019.
Além do pagamento inicial, a Construcap deverá pagar 5% da receita bruta da operação do parque e investir R$ 116 milhões em infraestrutura e conservação. O leilão foi auditado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e seguiu um processo rigoroso de conformidade legal e transparência, conforme destacou o ministério.
O Parque Nacional de Jericoacoara, localizado a 294 quilômetros de Fortaleza, é um importante destino turístico, com uma área de cerca de 8.800 hectares. A concessão do parque foi uma tentativa de privatização que começou ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, sendo esta a quarta tentativa de transferir sua gestão para a iniciativa privada.
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