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“Adriana Benjumea destaca desafios na luta por justiça para vítimas de violência sexual”

Desafios marcam a luta por justiça para vítimas de violência sexual na Colômbia, com a Jurisdicção Especial para a Paz enfrentando resistência.

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Adriana Benjumea, uma advogada colombiana, destaca que a inclusão da violência sexual no Acordo de Paz de 2016 foi resultado da pressão de mulheres e vítimas, já que muitos preferiam discutir outros crimes, como sequestros e execuções. Apesar disso, a Jurisdição Especial para a Paz (JEP) enfrenta dificuldades em lidar com casos de violência sexual, pois os agressores não reconhecem esses crimes. Benjumea explica que as vítimas desejam ver os perpetradores e que seu reconhecimento é um passo importante para a reparação. No entanto, muitas mulheres têm medo de se manifestar devido a ameaças, especialmente em áreas afetadas por conflitos. A JEP tem coletado um número significativo de casos, mas ainda há um subregistro, e a luta por justiça continua. As vítimas precisam de apoio psicológico e jurídico, e a escuta atenta é fundamental para que se sintam à vontade para compartilhar suas histórias. Além disso, o tempo é um desafio nas investigações, e há desigualdade nas provas contra diferentes grupos armados, o que pode afetar a percepção da responsabilidade.

A Jurisdição Especial para a Paz (JEP) da Colômbia enfrenta desafios significativos na aceitação de casos de violência sexual decorrentes do conflito armado. Desde o Acordo de Paz de 2016 entre as FARC e o governo colombiano, houve uma pressão crescente para que esses crimes fossem julgados. Adriana Benjumea, advogada e diretora da Corporación Humanas, destacou a importância da luta das organizações feministas e das vítimas para incluir a violência sexual no acordo.

Benjumea afirmou que, sem a insistência dessas vozes, a violência sexual poderia ter sido ignorada. No entanto, a JEP ainda enfrenta dificuldades, como a falta de reconhecimento dos perpetradores sobre esses crimes. Até o momento, não houve admissão de violência sexual por parte de ex-militares ou ex-guerrilheiros, o que representa um obstáculo para a justiça.

A JEP não é um modelo punitivista, mas busca reconhecimento e reparação. Contudo, ainda não está claro como será feita essa reparação para as vítimas de violência sexual. Muitas delas desejam apenas ver os perpetradores e que estes reconheçam seus atos, sem necessariamente pedir perdão. Esse reconhecimento é considerado um primeiro passo reparador, que ainda não ocorreu.

A participação de mulheres vítimas nesses processos tem sido limitada, em parte devido a ameaças e ao estigma associado à violência sexual. Benjumea ressaltou que, embora a JEP tenha coletado um número significativo de casos, o subregistro e a desconfiança em torno da violência sexual dificultam a visibilidade desses crimes.

Além disso, as vítimas enfrentam desafios legais e emocionais ao relatar suas experiências. A JEP tem buscado ouvir as vítimas de forma mais atenta, mas a falta de reconhecimento por parte dos acusados continua a ser um golpe duro para elas. O processo de justiça é complexo e exige um acompanhamento interdisciplinar para que as vítimas se sintam seguras e apoiadas.

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