Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, conseguiu um financiamento de R$ 3,1 milhões para comprar uma mansão em Brasília, o que gerou dúvidas sobre a legalidade do empréstimo. O Ministério Público do Distrito Federal analisou o caso e concluiu que o financiamento foi feito corretamente e que o contrato já foi quitado em 2024, eliminando qualquer suspeita de irregularidade. Flávio declarou uma renda mensal de R$ 56,8 mil ao Banco de Brasília, sendo a maior parte proveniente de uma franquia de chocolates. O banco afirmou que as condições do empréstimo eram normais e que não houve favorecimento. O financiamento foi quitado em seis parcelas, com o último pagamento de R$ 520 mil feito em março de 2024. A deputada Erika Kokay questionou a capacidade de Flávio de obter esse financiamento, mas a defesa dele argumentou que sua renda não se limitava ao salário de senador. O caso ainda está em tramitação na Justiça.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obteve um financiamento de R$ 3,1 milhões em 2021 para adquirir uma mansão em Brasília, o que levantou questionamentos sobre a legalidade do empréstimo. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) concluiu que a operação seguiu os trâmites normais do Banco de Brasília (BRB) e que o contrato foi quitado em 2024.
Flávio declarou uma renda mensal de R$ 56,8 mil ao BRB, sendo que 44% desse valor provinha de seu salário como parlamentar. A deputada Erika Kokay (PT-DF) questionou a legalidade do financiamento, alegando favorecimento devido à posição de Flávio como filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A defesa do senador argumentou que parte de sua renda vinha de uma franquia de chocolates, embora não tenha apresentado processos registrados como advogado.
Análise do Financiamento
O BRB afirmou que a taxa de juros e o prazo do empréstimo estavam dentro das condições de mercado, com garantias suficientes, já que o imóvel foi avaliado em quase R$ 6 milhões. O MPDFT destacou que a documentação apresentada comprovou a renda do casal, incluindo a atuação de Fernanda Bolsonaro na odontologia. O promotor Eduardo Gazzinelli Veloso afirmou que não houve indícios de irregularidade.
O financiamento foi quitado em seis parcelas, com valores que variaram de R$ 198 mil a R$ 997 mil. O senador pagou R$ 520 mil em março de 2024, encerrando a dívida. A compra da mansão, avaliada em R$ 5,97 milhões, foi revelada em 2021, quando Flávio alegou que os recursos eram provenientes de sua atividade empresarial.
Situação Atual
O processo que questiona a legalidade do financiamento segue na 1ª Vara Cível de Brasília, pronto para julgamento. A defesa de Flávio argumentou que sua renda não se limitava à atividade parlamentar, mas incluía sua experiência como advogado e empresário. O senador não se manifestou até o fechamento desta reportagem, e o BRB também não comentou o caso.
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