Moradores da favela do Moinho, em São Paulo, se reuniram em uma audiência na Assembleia Legislativa para contestar o plano do governo estadual de reassentar cerca de 800 famílias para construir um parque e uma estação de trem. Eles reclamaram da pressão da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e da falta de propostas do governo federal para moradia acessível. Os moradores pedem apartamentos imediatos na região central, mas a CDHU só tem cerca de 100 unidades prontas e os financiamentos oferecidos são considerados insuficientes. O governo estadual afirma que 90% dos moradores concordaram com a mudança, mas muitos dizem que isso é por medo de serem despejados. A audiência contou com a presença de cerca de 300 pessoas, e os moradores destacaram que o auxílio-moradia de R$ 800 por mês não é suficiente para cobrir os altos preços de aluguel na área. A deputada Mônica Seixas pediu uma mesa de negociação com a participação dos governos estadual e federal, que ainda não se manifestaram claramente sobre o reassentamento.
Moradores da favela do Moinho, em São Paulo, contestam plano de reassentamento do governo estadual. Em audiência na Assembleia Legislativa, realizada na segunda-feira (28), cerca de 300 pessoas expressaram suas preocupações sobre a remoção de aproximadamente 800 famílias para a construção de um parque e uma estação de trem.
Os moradores criticaram a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU) por pressão para aceitar a mudança. A proposta do governo inclui financiamento subsidiado para novos apartamentos, mas muitos alegam que as condições são inviáveis. A maioria dos residentes vive com salários baixos ou em empregos informais, tornando difícil arcar com os custos.
Durante a audiência, os moradores pediram apartamentos imediatos na região central, uma solução conhecida como “chave a chave”. Atualmente, a CDHU possui apenas cerca de cem unidades prontas nas proximidades, enquanto as construções em andamento podem levar até dois anos para serem concluídas. O auxílio-moradia de R$ 800,00 oferecido pelo governo é considerado insuficiente, já que os aluguéis na área central são muito mais altos.
A falta de propostas do governo federal para moradia acessível também foi um ponto destacado. A deputada estadual Mônica Seixas (PSOL) convocou a audiência e solicitou a participação do governo federal nas negociações. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de São Paulo afirmou que está em diálogo com o governo federal sobre valores de crédito e auxílio-moradia.
O plano de reassentamento gerou controvérsias, especialmente pela falta de clareza sobre o destino das famílias. Organizações civis e especialistas em urbanismo questionam a abordagem do governo, que não garante alternativas viáveis para os moradores. A situação se agrava com a possibilidade de que algumas famílias fiquem sem casa, em um contexto onde mais de 50 mil pessoas já enfrentam essa realidade em São Paulo.
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