O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, anunciou a lista de 100 escolas que vão adotar o modelo cívico-militar a partir do segundo semestre deste ano. A escolha das escolas levou em conta o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social e o Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. A maioria das escolas selecionadas não atende alunos em situação de vulnerabilidade e muitas têm desempenho acima da média. Apenas 11 das escolas escolhidas têm um número maior de alunos vulneráveis do que a média da rede. O programa foi interrompido pela Justiça, mas recebeu uma liminar do STF que permite sua continuidade. A implementação do modelo inclui a presença de policiais militares para ajudar na disciplina, mas eles não atuarão em sala de aula. O governo planeja atender cerca de 48,5 mil alunos com esse novo modelo e o investimento será o mesmo das escolas regulares.
O governo de São Paulo, sob a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou a lista das cem escolas que adotarão o modelo cívico-militar a partir do segundo semestre de 2025. A seleção priorizou unidades com base no Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS) e no Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP).
A proposta visa atender cerca de 48,5 mil alunos. Na capital, duas escolas foram escolhidas: a Escola Professor Lourenço Filho, no Planalto Paulista, e a Escola Professora Anilza Pioli, na Brasilândia. Embora o governo tenha afirmado que as escolas selecionadas enfrentam desafios educacionais, a maioria delas apresenta desempenho acima da média da rede.
A implementação do programa foi suspensa pela Justiça em agosto de 2024, mas recebeu uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) em novembro, permitindo que o processo siga. O STF deve avaliar a constitucionalidade do modelo em maio.
Detalhes do Programa
As escolas escolhidas, em sua maioria pequenas, têm menos de quatrocentos alunos e estão distribuídas por todo o estado. Apenas onze das cem unidades atendem alunos em situação de vulnerabilidade acima da média. A Secretaria de Educação (Seduc) informou que o currículo permanecerá inalterado e que os policiais militares atuarão apenas na disciplina e em projetos educativos extraclasses.
O investimento previsto para a contratação de monitores é de R$ 7,2 milhões. A seleção dos policiais militares ocorrerá entre abril e maio, com treinamento programado para junho. O governo paulista pretende expandir o programa, que já foi implementado em outros estados, como o Rio de Janeiro.
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