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Prefeitura de São Paulo inicia obras de estacionamento sob o Minhocão para combater lixo

Obras para estacionamento sob o Minhocão iniciam em meio a polêmica; vereadores contestam viabilidade e impacto na mobilidade urbana.

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A Prefeitura de São Paulo começou a construir um estacionamento embaixo do Minhocão, no centro da cidade, com o objetivo de reduzir o lixo acumulado na área. O projeto, que é um teste inicial, prevê 16 vagas em um sentido e 9 no outro, mas enfrenta resistência de vereadores que acreditam que isso pode piorar a mobilidade urbana e não resolve o problema do lixo. Eles também criticam a falta de debate público sobre a obra. Além disso, o prefeito Ricardo Nunes mencionou a possibilidade de desativar o Minhocão devido a um projeto de extensão da Avenida Marquês de São Vicente, que pode melhorar o trânsito na região. A ideia é discutir com a população se o espaço do viaduto será transformado em um parque ou se será demolido.

A Prefeitura de São Paulo iniciou, nesta segunda-feira (28), as obras para a criação de um estacionamento embaixo do Minhocão, viaduto Presidente João Goulart. A medida visa combater o acúmulo de lixo na área, conforme anunciado pelo vice-prefeito, Ricardo Mello Araújo. O projeto-piloto prevê a construção de 16 vagas no sentido centro e nove no sentido bairro, começando na Rua Amaral Gurgel.

A ciclovia que conecta a Avenida Paulista ao Largo do Arouche foi apagada, mas ainda é utilizada por ciclistas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) expressou preocupações sobre a viabilidade do estacionamento, destacando que as ruas são arteriais e não priorizam o acesso local. A CET também alertou sobre o impacto no trânsito e a necessidade de mais estudos sobre a ciclovia.

A gestão de Ricardo Nunes (MDB) defende que o projeto será implementado de forma experimental e que a ciclovia será mantida. O trecho já construído comporta quatro carros e, segundo a prefeitura, a estrutura cicloviária será reimplantada e sinalizada após a conclusão das obras.

Oposição e Críticas

Vereadores da oposição, como Nabil Bonduki (PT) e Renata Falzoni (PSB), apresentaram uma ação popular para paralisar as obras, argumentando que a criação de novas vagas fere a legislação de mobilidade urbana. Eles criticam a medida como higienista, afirmando que pode resultar na expulsão de pessoas em situação de rua da área. A vereadora Renata Falzoni destacou que a solução para o lixo deve ser a fiscalização e o cumprimento da lei, não a redução de espaço para pedestres.

Além disso, o prefeito Nunes mencionou a possibilidade de desativação do Minhocão devido à extensão da Avenida Marquês de São Vicente. Um estudo da SPUrbanismo está sendo realizado para avaliar essa extensão, que poderia melhorar a mobilidade na capital e desativar o viaduto. O futuro do Minhocão, se será demolido ou transformado em um parque elevado, ainda está em discussão.

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