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Alvaro Dias é anistiado político por atuação durante a ditadura militar no Paraná

Comissão de Anistia reconhece Alvaro Dias como anistiado político por atuação sem remuneração durante a ditadura, garantindo tempo para aposentadoria.

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A Comissão de Anistia reconheceu Alvaro Dias como anistiado político por sua atuação como vereador em Londrina entre 1969 e 1971, período em que não recebeu salário devido a regras da ditadura militar que buscavam limitar a participação política. O conselheiro Rodrigo Lentz destacou que essa decisão é importante para que Dias possa contar esse tempo para aposentadoria e Previdência Social. Durante a ditadura, atos institucionais impediram a remuneração de vereadores, especialmente para afastar a classe trabalhadora da política. Lentz também mencionou a trajetória política de Alvaro Dias, incluindo sua candidatura à presidência em 2018 e sua participação nas mobilizações pelas Diretas Já. Embora a anistia não inclua compensação financeira, é um passo importante para reconhecer a luta de Dias contra as injustiças do regime militar.

A Comissão de Anistia reconheceu, na última quarta-feira (23), o ex-senador Alvaro Dias (Podemos) como anistiado político. A decisão se baseia em sua atuação como vereador em Londrina (PR) entre 1969 e 1971, período em que não recebeu remuneração, uma estratégia da ditadura militar para limitar a participação política.

O parecer favorável foi elaborado pelo conselheiro Rodrigo Lentz, que destacou a importância do reconhecimento para a contagem de tempo de serviço público e para a Previdência Social. Durante a ditadura, atos institucionais proibiram a remuneração de vereadores, visando excluir a classe trabalhadora da política. O ato institucional nº 2, de 1965, e o ato nº 7, de 1969, restringiram a remuneração apenas a vereadores de capitais e cidades com mais de 300 mil habitantes.

Lentz ressaltou a trajetória política de Alvaro Dias, que inclui a governadoria do Paraná e uma candidatura à presidência em 2018. Ele citou um depoimento do ex-senador em 2023, onde Dias recorda sua participação nas mobilizações pelas Diretas Já. O conselheiro enfatizou que a retirada de remuneração foi uma tática da ditadura para afastar a oposição, especialmente o movimento dos trabalhadores.

A declaração de anistia não inclui reparação econômica, mas representa um passo significativo na reabilitação da memória política de Alvaro Dias e na luta contra as injustiças do regime militar.

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