O presidente Lula está se aproximando do centrão e isso já traz resultados no Congresso. O professor Beto Vasques, da FespSP, comentou que a relação do governo com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, é melhor do que a que existia com Arthur Lira. Essa mudança se deve à nomeação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais, já que ela tem um bom histórico com líderes partidários. Nos primeiros dois anos, o governo tentou equilibrar as demandas do Congresso com as exigências do Supremo Tribunal Federal. Os primeiros resultados dessa nova fase incluem avanços em projetos sobre imposto de renda e segurança. Vasques também falou sobre a Operação Sem Desconto, que investiga a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS. Ele destacou que o governo mostrou isenção ao permitir investigações, mas demorou a se pronunciar sobre o ressarcimento aos aposentados. A investigação, que começou no governo anterior, ganhou força agora, e o governo precisa agir rapidamente para acalmar a população.
A aproximação do presidente Lula com o centrão já apresenta resultados no Congresso Nacional. Essa análise foi feita pelo professor de política da FespSP, Beto Vasques, durante o programa UOL News. Segundo ele, a relação do governo com o novo presidente da Câmara, Hugo Motta, é mais próxima do que a que existia com Arthur Lira, ex-presidente da Câmara.
A mudança na articulação política se deve, em parte, à nomeação de Gleisi Hoffmann para a Secretaria de Relações Institucionais. Vasques destacou que Gleisi já tinha um histórico de relacionamento com líderes partidários, o que facilita a comunicação. O governo Lula, ao longo dos dois primeiros anos, buscou equilibrar as demandas do Congresso com as exigências do Supremo Tribunal Federal (STF).
Resultados iniciais dessa nova fase incluem a movimentação em torno de projetos governamentais, como os relacionados ao imposto de renda e à segurança. Vasques observou que a articulação política está mais eficaz, embora o cenário político brasileiro seja dinâmico e possa mudar rapidamente.
A Operação Sem Desconto, que investiga a cobrança irregular de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas do INSS entre 2019 e 2024, também foi analisada. O professor ressaltou que o governo Lula demonstrou isenção e autonomia ao permitir investigações, embora tenha demorado a se pronunciar sobre o ressarcimento aos aposentados.
Vasques concluiu que a investigação, que começou no governo anterior, ganhou força durante a gestão atual, e o governo precisa agir mais rapidamente para tranquilizar a sociedade.
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