O governo da Itália anunciou novas regras para a cidadania por direito de sangue, limitando essa possibilidade a apenas duas gerações. Essa mudança afeta principalmente os descendentes de italianos na América Latina, como brasileiros e argentinos. Além disso, quem nascer fora da Itália e conseguir a cidadania precisará manter laços com o país a cada 25 anos. O ministro das Relações Exteriores, Antonio Tajani, disse que o direito de sangue não será eliminado, mas haverá limites para evitar abusos. Em 2024, cerca de 30 mil pessoas na Argentina e 20 mil no Brasil obtiveram a cidadania italiana dessa forma. A nova lei busca regular a concessão de cidadania e garantir que o processo seja tratado com seriedade.
O governo da Itália anunciou, nesta sexta-feira, 28, novas restrições para a naturalização por direito de sangue, limitando essa possibilidade a apenas duas gerações. A medida impacta especialmente os descendentes de italianos na América Latina, como brasileiros e argentinos.
Além da limitação geracional, cidadãos nascidos e residentes no exterior que obtiverem a nacionalidade italiana deverão manter laços reais com a Itália a cada 25 anos. Os detalhes sobre esses direitos e deveres ainda não foram especificados. O chefe da diplomacia italiana, Antonio Tajani, afirmou que o princípio do direito de sangue não será abolido, mas que limites serão estabelecidos para evitar abusos e a “comercialização” de passaportes.
Em 2024, aproximadamente 30 mil descendentes na Argentina e 20 mil no Brasil conseguiram a cidadania italiana por meio do direito de sangue. O Ministério das Relações Exteriores da Itália estima que, com a legislação anterior, entre 60 e 80 milhões de pessoas no mundo poderiam reivindicar a nacionalidade italiana.
A nova legislação reflete a necessidade do governo italiano de regular a concessão de cidadania, garantindo que a nacionalidade seja tratada de forma séria e responsável.
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