Brasileiros em Braga, Portugal, estão preocupados com possíveis represálias e aumento da xenofobia após o assassinato de Manuel Gonçalves, de 19 anos, e a prisão de Mateus Machado, de 27 anos, acusado do crime. A prisão de Mateus, que ocorreu no último sábado, deixou a comunidade apreensiva. Há relatos de atos de violência e hostilidade contra brasileiros, como o incêndio de um bar após a morte de Manuel. Alexandra Gomide, presidente da União de Apoio à Imigração, recebeu mensagens de brasileiros preocupados com a possibilidade de serem vistos de forma negativa. Ela planeja se reunir com autoridades para discutir a situação e evitar generalizações, lembrando que o suspeito é apenas uma pessoa. Braga tem cerca de 21 mil imigrantes, a maioria brasileiros, que buscam segurança. Rafael Vasconcelos, que já sofreu violência e xenofobia, se mudou para Lisboa, mas ainda tem medo de voltar a Braga. Isabella Guedes, cabeleireira, também notou um aumento na intolerância contra brasileiros, com relatos de ofensas e discriminação.
Comunidade brasileira em Braga teme represálias após assassinato e prisão
Brasileiros que vivem em Braga, Portugal, expressam preocupação com possíveis represálias e aumento da xenofobia após o homicídio de Manuel Gonçalves, de 19 anos, e a prisão de Mateus Machado, de 27 anos, indiciado pelo crime. A prisão preventiva do brasileiro foi decretada no último sábado, gerando apreensão na comunidade.
Relatos indicam uma mudança no ambiente da cidade, com atos de violência e hostilidade direcionados a brasileiros. Um morador, que preferiu não se identificar, relatou que um bar foi incendiado e fechado temporariamente após a morte de Manuel. Ele questiona a falta de verificação do histórico do suspeito pelas autoridades portuguesas.
Alexandra Gomide, presidente da UAI (União de Apoio à Imigração), informou ter recebido mensagens de brasileiros demonstrando apreensão. “A maior preocupação é que enxerguem toda a comunidade com um único olhar”, declarou. Segundo ela, a generalização é injusta, pois o suspeito é apenas um indivíduo.
Braga conta com 21 mil imigrantes, sendo a maioria de nacionalidade brasileira. Muitos são famílias que buscam segurança para seus filhos. Gomide planeja se reunir com autoridades para discutir o caso e evitar que a situação se agrave. “Estes episódios são pontuais e não são direcionados a brasileiros”, afirmou.
Rafael Vasconcelos, que foi vítima de violência e xenofobia em fevereiro, mudou-se para Lisboa, mas ainda toma precauções ao retornar a Braga. Ele observa um aumento da violência na cidade, independentemente da nacionalidade. A cabeleireira Isabella Guedes afirma que a intolerância contra brasileiros já era crescente, com relatos de ofensas e discriminação.
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