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Baba Ramdev se compromete a retirar anúncios polêmicos após críticas judiciais sobre rival

Baba Ramdev, guru de yoga indiano, enfrenta críticas após declarações polêmicas sobre uma bebida rival. Justiça classifica comentários como "indefensáveis".

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Baba Ramdev, um guru de yoga da Índia, decidiu retirar anúncios polêmicos sobre uma bebida concorrente após um juiz os considerar “indefensáveis”. A empresa Hamdard Laboratories processou Ramdev depois que ele fez comentários em um vídeo, insinuando que algumas marcas usam seus lucros para construir mesquitas e madrassas, o que foi interpretado como uma crítica à bebida Rooh Afza, fabricada pela Hamdard. Durante o vídeo, ele usou a expressão “sherbet jihad”, que é vista como uma provocação a muçulmanos. O juiz do Tribunal Superior de Delhi pediu que Ramdev garantisse, por escrito, que não faria mais declarações desse tipo. O advogado da Hamdard afirmou que os comentários de Ramdev promovem divisão entre comunidades e são considerados discurso de ódio. Ramdev, por sua vez, disse que não é contra nenhuma religião e que os anúncios serão removidos. Este não é o primeiro problema legal de Ramdev; ele já foi obrigado a se desculpar por alegações falsas sobre seus produtos.

Guru de yoga indiano se compromete a remover anúncios polêmicos

Nova Delhi, Índia – O guru de yoga Baba Ramdev concordou em retirar anúncios em que fez declarações controversas sobre uma bebida concorrente, consideradas “indefensáveis” por um juiz. A decisão veio após uma ação judicial movida pela empresa Hamdard Laboratories.

Ramdev alegou em um vídeo promocional de sua empresa, Patanjali, que algumas marcas utilizam seus lucros para construir mesquitas e madrassas. Embora não tenha citado a marca em questão, a referência foi amplamente interpretada como sendo à Rooh Afza, bebida popular fabricada pela Hamdard, uma organização islâmica beneficente.

O vídeo viralizou e gerou indignação. A Hamdard entrou com uma ação pedindo a remoção dos anúncios. Rooh Afza é um xarope doce, consumido em países do sul da Ásia, como Índia e Paquistão, e popular entre os muçulmanos durante o Ramadã.

Comentários geram polêmica e acusações de discurso de ódio

Durante a veiculação do vídeo, Ramdev utilizou a expressão “*sherbet jihad*”, uma alusão a termos como “*love jihad*”, empregados por grupos radicais hindus para acusar homens muçulmanos de converter mulheres hindus por meio do casamento. A expressão sugere que muçulmanos estariam lucrando com gastos de hindus.

Na terça-feira, um juiz do Tribunal Superior de Delhi criticou as declarações de Ramdev, classificando-as como “chocantes para a consciência do tribunal”. O magistrado Amit Bansal solicitou que o guru apresentasse uma declaração juramentada em cinco dias, garantindo que não faria declarações ou publicações semelhantes no futuro.

Caso vai além da crítica a um produto, diz advogado

O advogado da Hamdard, Mukul Rohatgi, afirmou que o caso transcende a crítica a um produto e representa uma “divisão comunitária”. Ele também classificou os comentários de Ramdev como “discurso de ódio”.

Rajiv Nayar, advogado de Ramdev e da Patanjali, declarou que seu cliente não é contra nenhuma religião e que os anúncios serão removidos. A próxima audiência está agendada para 1º de maio.

Guru já enfrentou ações judiciais por alegações falsas

Ramdev ganhou notoriedade no início dos anos 2000 com suas aulas de yoga televisionadas. Em 2006, lançou a Patanjali Ayurveda, empresa que vende produtos como farinha, sabonetes, pastas de dente e macarrão instantâneo.

Este não é o primeiro caso em que o guru enfrenta críticas da justiça. No ano passado, o Supremo Tribunal da Índia o obrigou a se desculpar por alegar falsamente que os produtos de sua empresa poderiam “curar” doenças graves. O tribunal também proibiu os anúncios, afirmando que o guru estava disseminando desinformação e enganando os consumidores.

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