O Papa Francisco faleceu aos 88 anos, após complicações de saúde como bronquite e pneumonia. A informação foi confirmada pelo Vaticano, que ainda não deu detalhes sobre o funeral ou a escolha de seu sucessor. Nascido Jorge Mario Bergoglio em Buenos Aires, ele foi o primeiro papa latino-americano e jesuíta, liderando a Igreja Católica por 12 anos. O Vaticano destacou que ele será lembrado por sua defesa da paz e pelo diálogo entre nações. Francisco foi o primeiro papa a visitar o Iraque, promovendo uma mensagem de esperança em um país em conflito. Ele enfrentou problemas de saúde, mas continuou a trabalhar durante a hospitalização. Durante seu tempo como papa, ele fez reformas para modernizar a Igreja, incluindo a aceitação de casais do mesmo sexo e o aumento da participação feminina. Ele também criticou líderes em guerra e defendeu a justiça social, sempre focando na luta contra a pobreza.
Papa Francisco morre aos 88 anos após complicações de saúde
O Papa Francisco faleceu na manhã desta segunda-feira (21), aos 88 anos, após enfrentar complicações de saúde, incluindo bronquite e pneumonia. A notícia foi confirmada pelo Vaticano, que ainda não divulgou detalhes sobre o funeral e o processo de escolha de seu sucessor.
Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, Argentina, foi o primeiro papa latino-americano da história e o primeiro jesuíta a liderar a Igreja Católica. Ele ocupou o cargo máximo da Igreja por 12 anos, sendo o 266º papa.
Liderança e legado de paz
O Vaticano destacou que o Papa Francisco será lembrado como um líder espiritual que defendeu “o movimento católico global em defesa da paz”. Ele era conhecido por seus sermões que promoviam o diálogo entre as nações e a rejeição de qualquer forma de violência, especialmente as guerras.
Francisco foi o primeiro pontífice a viajar ao Iraque, buscando promover uma mensagem de paz e esperança em um país marcado por anos de conflito. A Igreja Católica o reconhece como “o Papa das periferias”, lembrando suas viagens e ações em prol da paz, além de seus apelos por cessar-fogo em diversas guerras ao redor do mundo.
Hospitalização e quadro de saúde
O Papa Francisco havia sido hospitalizado por cerca de 40 dias devido a um quadro de bronquite. A condição se agravou com o desenvolvimento de uma infecção polimicrobiana e pneumonia bilateral, que comprometeram sua respiração e circulação de oxigênio.
Apesar dos problemas de saúde, Francisco continuou a exercer suas funções religiosas durante a hospitalização, demonstrando resiliência e dedicação à sua fé. Ele também expressou seu desejo de continuar à frente da Igreja, mesmo com as dores no quadril que o acompanhavam.
Reformas e modernização da Igreja
Durante seu pontificado, Francisco implementou diversas reformas na Igreja Católica, buscando modernizá-la e torná-la mais inclusiva. Ele permitiu bênçãos de padres a casais do mesmo sexo, aumentou a participação de mulheres em cargos de liderança no Vaticano e incentivou o debate sobre questões delicadas, como os direitos LGBTQIA+ e o sexismo.
O Papa Francisco também se destacou por sua postura em relação a questões políticas, criticando líderes de países em guerra e defendendo a justiça social e a proteção dos mais vulneráveis. Sua prioridade sempre foi o combate à pobreza, seguindo o exemplo de São Francisco de Assis, a quem dedicou seu pontificado com o lema “Miserando atque eligendo” – “Olhou-o com misericórdia e o escolheu”.
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