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Exército reestrutura batalhão de ações psicológicas após escândalos de deslealdade

1.º Batalhão de Ações Psicológicas será subordinado ao Comando Militar do Planalto, enquanto o Exército debate anistia a militares desleais.

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O 1.º Batalhão de Ações Psicológicas do Exército agora será controlado diretamente pelo Comando Militar do Planalto, em vez de estar sob o Comando de Operações Especiais. Essa mudança busca melhorar o controle sobre a unidade, que está sendo investigada por ações ilegais durante a tentativa de golpe bolsonarista, resultando na prisão de oficiais, incluindo o comandante do batalhão. A Polícia Federal descobriu que alguns militares estavam envolvidos em operações para desacreditar líderes do Exército e monitorar autoridades, como o ministro do STF e o presidente. Além disso, o Exército fez outras mudanças em sua estrutura, como a redistribuição de efetivos e a redução de vagas em cursos de comandos, tudo isso para reforçar a ética e evitar deslealdades. O Exército também está debatendo a possibilidade de anistiar militares que participaram de atos de deslealdade, o que gera preocupações sobre possíveis novas insubordinações. O Congresso está discutindo a anistia, levantando questões sobre a punição de militares que desafiaram seus superiores e realizaram ações clandestinas.

Exército redefine estrutura do 1.º Batalhão de Ações Psicológicas. A unidade, envolvida em investigações sobre a intentona golpista, deixará o Comando de Operações Especiais e será subordinada diretamente ao Comando Militar do Planalto. A medida visa fortalecer o controle estratégico sobre a tropa.

A alteração, considerada uma ação saneadora pela cúpula militar, busca afirmar o caráter estratégico do batalhão. A tropa ficará sob a tutela do comandante do Exército, e não mais de um comando tático. A mudança não impede a atuação do batalhão em apoio a outros comandos, quando requisitado.

O Comando do Exército pretende ter controle sobre esse instrumento estratégico. A decisão ocorre após a prisão de oficiais do 1.º B Op Psc, acusados de envolvimento em ações ilegais durante a tentativa de golpe. Entre os presos está o então comandante do batalhão, tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida.

Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram a participação de militares em operações para desacreditar o Alto-Comando do Exército e monitorar autoridades, como o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o presidente Lula. A análise de celulares apreendidos expôs a participação de diversos coronéis e tenentes-coronéis.

Além da mudança no 1.º B Op Psc, o Comando de Operações Especiais (COpEsp) passou por outras alterações. A Companhia QBRN teve seu efetivo redistribuído entre Goiânia e o Rio de Janeiro, visando fortalecer as ações de contraterrorismo. O curso de operações psicológicas foi transferido para o Centro de Estudos de Pessoal (CEP).

O Exército também reduziu as vagas no Curso de Ações de Comandos (CAC). A reforma do COpEsp preservou as unidades centrais, como o 1.º Batalhão de Ações de Comandos e o 1.º Batalhão de Forças Especiais. A preocupação do Exército é com a ética profissional e evitar novos episódios de deslealdade.

Paralelamente, o Exército enfrenta um dilema sobre a anistia a militares envolvidos em atos de deslealdade. A discussão envolve casos de militares que desafiaram seus comandantes e executaram operações clandestinas. A anistia é vista com receio, pois pode encorajar novos episódios de insubordinação e desordem.

O Congresso discute a anistia, levantando questionamentos sobre a punição de militares condenados por insubordinação e ofensas a autoridades. A possibilidade de anistiar atos como a divulgação de ataques contra generais e o plano de matar Lula, Alckmin e Moraes gera preocupação. A decisão pode ter impacto na estabilidade da instituição e na confiança da tropa.

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