Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, anunciou sua candidatura à presidência em um comício em Cochabamba, com as eleições marcadas para 17 de agosto. Ele se disse confiante na vitória, apesar de enfrentar investigações por tráfico de pessoas e um mandado de prisão que ainda não foi cumprido. Morales criou um novo grupo político chamado “Evo Pueblo” após perder a liderança do Movimento ao Socialismo (MAS). O ex-presidente está sob proteção de seus apoiadores em Cochabamba. A crise política de 2019 causou divisões no MAS, que agora é liderado por Grover García, aliado do atual presidente Luis Arce. A relação entre Arce e Morales se deteriorou devido a desentendimentos sobre a candidatura do partido. A Bolívia também enfrenta problemas econômicos, como alta inflação e falta de reservas cambiais, o que pode afetar as eleições.
Evo Morales anuncia candidatura à presidência da Bolívia em meio a investigações
O ex-presidente boliviano, Evo Morales, anunciou sua candidatura à presidência durante um comício em Entre Ríos, região de Cochabamba, no sábado. As eleições estão marcadas para 17 de agosto. Morales afirmou estar confiante na vitória, apesar das acusações e mandado de prisão pendente.
O anúncio ocorre após a criação do grupo político “Evo Pueblo”, em março, após a perda da liderança do Movimento ao Socialismo (MAS). Segundo o ex-presidente, a nova sigla garante sua participação no pleito. A manifestação contou com a presença de centenas de apoiadores da região produtora de coca.
Investigações e mandado de prisão pesam sobre a candidatura
O Ministério Público da Bolívia investiga Morales por tráfico de pessoas agravado, relacionado a um suposto relacionamento com uma menor em 2016. Um mandado de prisão foi emitido em outubro, mas ainda não foi cumprido. Desde novembro, o ex-presidente permanece na região de Cochabamba, protegido por vigilância constante de seus apoiadores.
Divisões no MAS e crise econômica marcam cenário político
A crise política de 2019, que culminou na renúncia de Morales e seu exílio, gerou divisões no MAS. O partido passou para o controle de Grover García, aliado do atual presidente Luis Arce. A relação entre Arce e Morales se deteriorou em 2021 devido a divergências sobre a candidatura presidencial do MAS.
A Bolívia enfrenta dificuldades econômicas, com alta inflação e escassez de reservas cambiais, o que impacta a importação de combustíveis e o pagamento de empréstimos. A situação econômica pode influenciar o resultado das eleições de agosto.
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