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Polícia Federal investiga empresário por corrupção e desvio de emendas parlamentares

A Operação Overclean avança com novas evidências de corrupção envolvendo o empresário Gabriel Sobral, que nega irregularidades.

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A Polícia Federal encontrou provas de que o empresário Gabriel Sobral atuou como lobista para liberar emendas parlamentares em ministérios. A investigação, parte da Operação Overclean, investiga corrupção e desvio de recursos. Sobral nega as acusações, dizendo que trabalha apenas no setor privado e que os contratos mencionados não foram executados. Ele afirmou que as propostas foram rejeitadas ou arquivadas e que não teve encontros com servidores ou parlamentares. A PF descobriu conversas entre Sobral e outro empresário sobre propostas de recuperação de estradas em três estados, totalizando quase R$ 50 milhões. Além disso, investigações financeiras mostraram movimentações suspeitas nas contas de Sobral, como depósitos fracionados. A PF também apurou que o motorista de Sobral pode ter sido usado como laranja para lavagem de dinheiro. O inquérito foi enviado ao Supremo Tribunal Federal após a citação do deputado Elmar Nascimento, que nega irregularidades. Outro lobista, Sérgio Canozzi, também é investigado por tentar liberar contratos em Brasília. Os ministérios envolvidos disseram que não atenderam Sobral e que a maioria das propostas foi rejeitada por falta de recursos. A PF concluiu que não há indícios de participação de parlamentares federais nas ações ilegais.

A Polícia Federal (PF) encontrou evidências de que o empresário Gabriel Sobral atuou como lobista para liberar emendas parlamentares nos ministérios do Desenvolvimento Regional e da Agricultura e Pecuária. A investigação, parte da Operação Overclean, apura suspeitas de corrupção e desvio de recursos.

Sobral nega as acusações, afirmando que sua atuação é restrita ao setor privado e que nenhum contrato mencionado foi executado. Segundo ele, os contratos foram rejeitados ou arquivados, sem relatos de encontros com servidores ou parlamentares.

A PF identificou diálogos entre Sobral e Alex Parente, dono da Allpha Pavimentações, sobre propostas de recuperação de estradas na Bahia, Ceará e Pernambuco. Em uma mensagem, Sobral confirma o aval do Ministério do Desenvolvimento Regional.

As propostas somavam quase R$ 50 milhões, com algumas em fase de execução ou análise. Outros convênios, no valor de mais de R$ 70 milhões, não foram aprovados no Ministério da Agricultura.

Investigações financeiras revelaram padrões suspeitos nas movimentações de Sobral e de suas empresas, como depósitos fracionados e valores incompatíveis com a renda declarada. A PF também apurou o uso do motorista de Sobral como laranja para lavagem de dinheiro.

A Operação Overclean enviou o inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF) após a citação do deputado Elmar Nascimento, que possui foro privilegiado. O parlamentar nega as irregularidades, alegando que a responsabilidade pela execução das emendas é de outros agentes.

Além de Sobral, outro lobista, Sérgio Canozzi, é investigado por tentar destravar contratos em Brasília. Mensagens indicam que ele viajou à capital em dezembro de 2023 para tratar de agendas nos ministérios.

Os ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Agricultura e Pecuária informaram que não atenderam Sobral e que a maioria das propostas investigadas foi rejeitada por falta de recursos. A PF concluiu que não há indícios de participação de parlamentares federais nas ações ilícitas.

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