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Militares israelenses se dividem em protesto contra a guerra em Gaza e criticam governo

Veteranos da Força Aérea de Israel pedem fim da guerra em Gaza, revelando divisões internas e questionando a liderança de Netanyahu.

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Veteranos e reservistas da Força Aérea de Israel estão pedindo o fim da guerra em Gaza, desafiando a liderança militar. Essa ação começou após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu decidir retomar os combates em março. Muitos ex-militares acreditam que a guerra está sendo prolongada por motivos políticos e que o governo não está fazendo o suficiente para trazer os reféns de volta. Apesar da ameaça do exército de demitir os reservistas que assinaram as cartas, milhares se uniram ao movimento. Guy Poran, um piloto aposentado, disse que a guerra é impulsionada por interesses políticos, não de segurança. O conflito, que começou em 7 de outubro de 2023, já causou a morte de cerca de 1.200 israelenses e o sequestro de 251 pessoas, enquanto a ofensiva em Gaza resultou na morte de mais de 51 mil palestinos. Uma pesquisa recente mostrou que quase 70% dos israelenses consideram o retorno dos reféns a prioridade mais importante da guerra, e muitos acreditam que os objetivos de Netanyahu são incompatíveis. A decisão do exército de punir os reservistas surpreendeu, pois a instituição é vista como um símbolo de união. Eran Duvdevani, que organizou uma carta com 2.500 assinaturas de ex-paraquedistas, destacou que a preocupação com a direção da guerra é comum. Especialistas em psicologia social veem as cartas como um sinal de que a ética na guerra está se deteriorando, com crescentes dúvidas sobre a situação à medida que o cativeiro dos reféns se prolonga e o número de soldados mortos aumenta.

Veteranos e reservistas da Força Aérea de Israel assinaram cartas pedindo o fim da guerra em Gaza, desafiando a liderança militar. A ação, iniciada após a decisão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de retomar os combates em 18 de março, expõe profundas divisões sobre os objetivos do conflito e a situação dos reféns.

A resposta imediata do exército, ameaçando demitir reservistas que assinassem as cartas, não impediu que milhares de militares aposentados e da reserva aderissem ao movimento. A crescente campanha acusa o governo de prolongar a guerra por razões políticas e de falhar em trazer os reféns de volta.

Guy Poran, piloto aposentado e um dos idealizadores da carta da Força Aérea, afirmou que a retomada da guerra é motivada por interesses políticos, não de segurança. A iniciativa dos pilotos foi deliberada, buscando usar o prestígio da unidade para influenciar a sociedade.

O conflito, que começou em 7 de outubro de 2023 com um ataque do Hamas, já resultou na morte de cerca de 1.200 israelenses e no sequestro de 251 pessoas. A ofensiva israelense em Gaza causou a destruição de grande parte da região e a morte de mais de 51 mil palestinos, segundo autoridades locais.

Pesquisa do Instituto de Democracia de Israel aponta que quase 70% dos israelenses agora consideram o retorno dos reféns como o objetivo mais importante da guerra, um aumento em relação aos 50% de janeiro de 2024. Quase 60% dos entrevistados acreditam que os dois objetivos de Netanyahu – destruir o Hamas e libertar os reféns – são incompatíveis.

A decisão do exército de punir os reservistas que protestaram surpreendeu muitos, já que a instituição é vista como um fator de união na sociedade israelense. A situação levanta questionamentos sobre a capacidade do exército de manter a força total e lembra as divisões que surgiram em 2023 sobre as reformas no sistema jurídico israelense.

Eran Duvdevani, organizador de uma carta assinada por 2.500 ex-paraquedistas, ressaltou o dilema enfrentado pelo exército: “Se continuar a dispensar os pilotos, o que acontecerá com os demais que assinaram as cartas?”. Ele enfatizou que a preocupação com a direção da guerra é uma opinião generalizada.

Especialistas em psicologia social, como Eran Halperin, da Universidade Hebraica de Jerusalém, consideram as cartas como um indicador da erosão da ética na guerra. Apesar do apoio inicial, dúvidas crescem com o prolongamento do cativeiro dos reféns e o aumento do número de soldados mortos.

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