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Trabalhadores de hotéis em Tenerife entram em greve durante o feriado de Páscoa

Trabalhadores hoteleiros de Tenerife entrarão em greve durante o feriado de Páscoa, exigindo melhores salários e condições de trabalho. A União Comisiones Obreras contesta a imposição de serviços mínimos, afirmando que isso fere o direito de greve. A situação se agrava após protestos anteriores sobre o impacto do turismo em massa e o aumento dos custos de habitação nas Ilhas Canárias. O governo britânico já alertou os turistas sobre possíveis interrupções.

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Trabalhadores de hotéis em Tenerife vão fazer greves durante o feriado de Páscoa, pedindo melhores salários e condições de trabalho. A paralisação, que começa na quinta-feira, afetará cerca de 80 mil funcionários nas ilhas de Tenerife, La Palma, La Gomera e El Hierro. Inicialmente, a greve seria em todas as Ilhas Canárias, mas um acordo foi feito em Gran Canaria, Lanzarote e Fuerteventura. O governo do Reino Unido alertou os turistas sobre possíveis interrupções e recomendou que verificassem as orientações das operadoras de turismo. A União Comisiones Obreras, que organiza a greve, discorda da imposição de serviços mínimos, afirmando que atividades como limpeza e alimentação não devem ser consideradas essenciais, pois isso limita o direito de greve. Um manifestante, Fernando Cambon Solino, destacou que a experiência dos turistas é diferente da realidade dos trabalhadores locais. Rodrigo Padilla, um jornalista que participou de um protesto, explicou que as reivindicações envolvem tanto salários quanto condições de trabalho, mencionando a longa jornada de sua mãe, que é garçonete. A greve ocorre após protestos no ano passado contra o turismo em massa, que elevou os custos de moradia nas ilhas. Os moradores não são contra o turismo, que representa 35% da economia local, mas pedem um modelo mais sustentável que leve em conta os impactos ambientais e os custos de vida.

Greves de trabalhadores hoteleiros em Tenerife podem afetar turistas no feriado de Páscoa. A paralisação, que começa nesta quinta-feira, é motivada por reivindicações salariais e melhores condições de trabalho. A ação ocorre em Tenerife, La Palma, La Gomera e El Hierro, impactando cerca de 80 mil trabalhadores do setor.

Inicialmente, a greve seria em todas as Ilhas Canárias, mas um acordo foi alcançado em Gran Canaria, Lanzarote e Fuerteventura. O Foreign Office do Reino Unido alertou os viajantes sobre possíveis interrupções durante o feriado e recomendou verificar as orientações das operadoras de turismo e autoridades locais.

A União Comisiones Obreras contesta a imposição de serviços mínimos durante a greve. A entidade argumenta que atividades como limpeza, alimentação e entretenimento não devem ser consideradas essenciais, pois restringem o direito de greve dos trabalhadores. Segundo a união, a exigência de serviços mínimos em áreas como recepção e restaurantes é ilegal.

Fernando Cambon Solino, um dos manifestantes, relatou as dificuldades de trabalhar nas ilhas. Ele destacou o contraste entre a experiência turística e a realidade dos trabalhadores locais. “As pessoas vêm aqui para aproveitar o sol, as praias, a vista. Mas não é a mesma coisa para quem trabalha aqui”, afirmou.

Jornalista Rodrigo Padilla participou de um protesto em apoio à mãe, que trabalha como garçonete. Ele explicou que as reivindicações envolvem tanto salários quanto condições de trabalho. “Minha mãe sai de casa às 6h e leva três ou quatro horas para chegar ao trabalho, e o mesmo acontece depois do expediente”, disse.

A paralisação ocorre após uma série de protestos no ano passado, nas Ilhas Canárias e na Espanha continental, contra o turismo em massa. Moradores locais apontam que o turismo elevou os custos de moradia a níveis insustentáveis. Eles ressaltam que não são contra a indústria turística, responsável por 35% da economia das Canárias, mas defendem um modelo mais sustentável que considere os impactos ambientais e a pressão sobre os custos de vida.

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