O Inea demoliu construções na praia do Saco do Mamanguá, em Paraty, entre 1º e 3 de outubro, e isso gerou revolta entre os moradores locais. Eles reclamaram que a ação foi violenta e aconteceu sem aviso prévio. Moradores expressaram sua indignação em uma reunião, afirmando que não foram informados sobre as irregularidades. O presidente da Associação de Moradores criticou a falta de comunicação do Inea, e o prefeito de Paraty pediu a suspensão das demolições, pois não foi avisado sobre a operação. A Defensoria Pública do Rio de Janeiro deu um prazo de 15 dias para o Inea explicar os motivos das demolições. O Inea, por sua vez, disse que as demolições foram de construções irregulares inacabadas e negou ter derrubado casas. Durante a operação, o Inea também encontrou material para caça ilegal em uma residência próxima. O Saco do Mamanguá é uma área com várias comunidades caiçaras e é conhecida por suas belas praias.
Inea derruba construções em área de proteção ambiental em Paraty e gera revolta
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) realizou demolições de construções na praia do Saco do Mamanguá, em Paraty, entre os dias 1º e 3 de outubro, provocando críticas da comunidade caiçara local. A ação, considerada violenta por moradores, ocorreu sem aviso prévio, segundo relatos.
População local denuncia falta de comunicação e excesso de força
Caiçaras relataram surpresa e indignação com a forma como a demolição foi conduzida. “Para a gente, foi muito violento. Nunca vi nada assim”, afirmou uma moradora durante reunião com representantes do Inea e do Instituto Chico Mendes (ICMbio). A população alega que não recebeu informações sobre irregularidades ou orientações sobre o que poderia ser construído na área.
Associação de moradores e prefeitura questionam atuação do Inea
Gil Corrêa, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Mamanguá, criticou a falta de comunicação do órgão estadual. O prefeito de Paraty, Zezé Porto, também manifestou insatisfação por não ter sido informado sobre a operação e solicitou a suspensão das ações.
Defensoria Pública solicita esclarecimentos sobre a operação
A Defensoria Pública do estado do Rio de Janeiro concedeu um prazo de 15 dias para que o Inea apresente esclarecimentos sobre as demolições. O objetivo é entender os critérios utilizados e garantir os direitos da população local.
Inea justifica ação e nega demolição de residências
Em nota, o Inea informou que a demolição se restringiu a construções irregulares inacabadas, destinadas a estabelecimentos comerciais, na área da Reserva Ecológica Estadual da Juatinga. O instituto negou ter demolido casas e acionou a corregedoria para investigar denúncias de irregularidades, sem encontrar nenhuma até o momento.
Operação apreende material de caça ilegal em residência
Durante a vistoria, o Inea encontrou material utilizado para a caça ilegal de animais silvestres em uma residência próxima à área de demolição. O Saco do Mamanguá, localizado a 250 quilômetros do Rio de Janeiro, possui oito comunidades caiçaras e é conhecido por suas 33 praias e beleza natural.
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