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Tráfico de drogas e internet: facções dominam serviços clandestinos no Rio de Janeiro

Facções no Rio de Janeiro expandem controle sobre serviços de internet, ameaçando empresários e rivalizando com o tráfico de drogas.

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando mais de 120 casos de exploração ilegal de internet por facções criminosas. O tráfico de drogas e a venda de internet clandestina estão gerando lucros semelhantes, com a facção Terceiro Comando Puro, liderada por Peixão, ameaçando provedores locais. Em um áudio, Peixão diz que matará um funcionário se ele não deixar o local. A coação é comum, com funcionários sendo mantidos reféns e empresas obrigadas a pagar pedágios. As investigações resultaram em apreensões semanais de equipamentos irregulares. Facções como o Comando Vermelho também estão envolvidas, usando laranjas para operar serviços ilegais e lavar dinheiro. A Anatel informa que existem mais de 20 mil pequenos e médios provedores de internet no Brasil, que investiram 18 bilhões de reais em infraestrutura nos últimos dois anos. A Secretaria de Segurança Pública do Rio está trabalhando com a Anatel para mapear as áreas onde as facções atuam e combater essa nova forma de crime organizado.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu mais de 120 investigações sobre a exploração clandestina de serviços de internet por facções criminosas. O tráfico de drogas e a venda de internet ilegal geram lucros semelhantes, com a facção Terceiro Comando Puro (TCP) liderando as ameaças a provedores locais.

Um áudio de um traficante, identificado como Peixão, revela a intimidação a um funcionário de uma empresa de internet: “Vou te matar se não sair daqui”. A coação é uma prática comum, com funcionários sendo mantidos reféns e empresas sendo forçadas a pagar pedágios às facções.

As investigações da Polícia Civil resultaram na apreensão de equipamentos irregulares semanalmente. Facções como o Comando Vermelho também estão envolvidas, utilizando laranjas para operar serviços ilegais e lavar dinheiro de outras atividades criminosas. O delegado Pedro Brasil afirma que “internet é a nova boca de fumo”.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) destaca que o Brasil possui mais de vinte mil pequenos e médios provedores de internet, que investiram R$ 18 bilhões em infraestrutura nos últimos dois anos. A Secretaria de Segurança Pública do Rio está em contato com a Anatel para mapear áreas de atuação das facções e combater essa nova frente do crime organizado.

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